Sistema Intacta - Embrapa Soja
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O manejo de pragas nas culturas com a tecnologia Intacta RR2 PRO™ deve seguir as mesmas premissas do MIP, como monitoramento e controle no momento em que as pragas alcançam o nível de ação, dando prioridade aos inseticidas seletivos.
A tecnologia Intacta RR2 PRO™ proporciona:
1) Resistência às principais lagartas da soja, tais como a lagarta-da-soja, a falsa-medideira, a lagarta-das-maçãs e a broca das axilas.
2) Supressão, ou seja, controle menos efetivo, da lagarta-elasmo e da Helicoverpa armigera. Entretanto, não provoca mortalidade das lagartas do complexo Spodoptera: (Spodoptera eridania, S. cosmiodes, S. frugiperda e S. albula). Por esse motivo, o monitoramento nas lavouras com a tecnologia Intacta não deve ser abandonado.
Refúgio Estruturado
Um aspecto fundamental para evitar a seleção de populações de lagartas resistentes nas lavouras com a tecnologia Intacta RR2 PRO™ é a utilização de áreas de refúgio. Esta é uma medida preventiva que consiste na coexistência de lavouras com a tecnologia Intacta RR2 PRO™ ao lado de lavouras não dotadas desta tecnologia, a uma distância inferior a 800 metros.

Essa distância possibilita o acasalamento das mariposas e permite a manutenção de populações de lagartas suscetíveis, retardando a seleção de lagartas resistentes. Nas áreas de refúgio o monitoramento deve ser realizado e a aplicação deve ser feita apenas quando for atingido o nível de ação, dando preferência aos inseticidas seletivos ou agentes de controle biológicos, evitando-se, porém o uso de produtos contendo Bacillus thuringiensis (Bt).

O manejo integrado de plantas daninhas consiste na adoção de um conjunto de medidas para prevenir e controlar essas espécies. O sistema traz benefícios para toda área de cultivo e não apenas àquela em que a cultura está se desenvolvendo. Em se tratando de controle químico é importante salientar a resistência.
de plantas daninhas aos herbicidas e o manejo de invasoras nas culturas geneticamente modificadas para resistência a herbicidas. A principal solução para evitar o aparecimento ou disseminação de plantas daninhas resistentes é planejar o controle químico com a utilização de herbicidas de diferentes mecanismos de ação.
Ainda é possível se evitar a resistência das plantas daninhas com algumas ações, como:
Rotação de culturas, com rotação de herbicidas.
Utilizar sementes isentas de infestantes resistentes.
Acompanhar as mudanças na flora.
Evitar a reprodução e disseminação inicial de plantas daninhas resistentes.
Realizar a limpeza de tratores, implementos, colheitadeiras e semeadoras.
Em relação às culturas geneticamente modificadas, a resistência ao glifosato, que proporciona a utilização deste herbicida na pós-emergência destas culturas, sem dúvida foi a tecnologia que resultou em maiores modificações no manejo químico das plantas daninhas nestes últimos anos. A utilização do glifosato na pós-emergência total pode ser desejável em algumas situações, como em áreas infestadas com plantas daninhas de difícil controle pelos demais herbicidas e em áreas com alta infestação, normalmente oriundas de pousio, de escape no controle ou por outra razão qualquer. Outra situação para esta utilização seria o histórico de resistência de plantas daninhas aos herbicidas "convencionais".
No entanto, a alta frequência de utiliza ção do glifosato tem provocado uma forte pressão de seleção de biótipos de plantas daninhas resistentes ao mesmo, que já estão naturalmente presentes na área, mas em baixa frequência. Em virtude disso, já existem espécies resistentes ao glifosato, no Brasil, destaque para o azevém (Lolium multiflorum), a buva (Conyza bonariensis e Conyza canadensis) e o capim-amargoso (Digitaria insularis).
Em qualquer sistema de produção agrícola e em qualquer cenário de matoinfestação, o controle de plantas daninhas deve ser sempre norteado pelos conceitos básicos do Manejo Integrado e gerenciado por um Engenheiro Agrônomo responsável pela atividade.
O crescente aumento nos custos dos produtos químicos, da mão de obra e da energia, e a preocupação cada vez maior em relação à poluição ambiental, têm realçado a necessidade de melhorar a tecnologia de aplicação, bem como os procedimentos e os equipamentos adequados à maior eficácia e segurança nessa prática. Alguns passos devem ser dados para se melhorar a tecnologia de aplicação. O primeiro é conhecer efetivamente o alvo que se pretende atingir, no caso a praga, doença ou planta daninha, e a maneira como estes se distribuem e vivem no ambiente. Após isso, escolher o produto mais apropriado, levando em consideração a eficiência, a seletividade para a cultura e inimigos naturais, e a baixa toxicidade para o homem e ambiente.
A partir disso é feito o planejamento do sistema de aplicação a ser adotado. Lembrando que, na aplicação propriamente dita, os fatores ambientais, principalmente os climáticos como a temperatura, a umidade relativa do ar, o vento, a chuva, o orvalho e a luminosidade interferem decisivamente no resultado a ser obtido. Além disso, a experiência do aplicador é fundamental no resultado da operação, pois ele é o responsável direto pela tomada de decisões.
Para tanto, deve possuir conhecimento dos equipamentos e produtos utilizados, reconhecer corretamente os alvos a serem atingidos e ter sensibilidade para lidar com os fatores gerais que influenciam na aplicação. A tecnologia de aplicação deve evoluir no sentido de promover a maximização da eficácia desta prática, com resultados físicos e biológicos satisfatórios, máximo rendimento econômico e sem afetar o homem e o meio-ambiente.
ATENÇÃO
A deriva é a deposição do defensivo fora do alvo, provoca a ineficiência da aplicação e pode acarretar problemas ambientais, por isso é fundamental que se busquem maneiras de evitá-la.
Utilize práticas adequadas para economizar água sem diminuir a eficiência da aplicação.
Equipamentos de proteção individual e tríplice lavagem das embalagens são indispensáveis em qualquer operação de aplicação.
