Ilpf - Embrapa Florestas
A integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) é uma estratégia de produção que integra diferentes sistemas produtivos, agrícolas, pecuários e florestais dentro de uma mesma área. Pode ser feita em cultivo consorciado, em sucessão ou em rotação, de forma que haja benefício mútuo para todas as atividades. Esta forma de sistema integrado busca otimizar o uso da terra, elevando os patamares de produtividade, diversificando a produção e gerando produtos de qualidade. Com isso reduz a pressão sobre a abertura de novas áreas.
O sistema silvipastoril é uma opção tecnológica de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) que consiste na combinação intencional de árvores, pastagens e gado numa mesma área e ao mesmo tempo. A aprovação da Lei 708/07 (02/04/2013), que institui a Política Nacional de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF) no Brasil, reforça o crescente interesse na utilização de sistemas de produção sustentáveis. A ILPF está sendo proposta como uma estratégia de produção que inclui, em seus conceitos referenciais, os principais elementos da sustentabilidade, ou seja, o econômico, o social e o ambiental. Com a crescente preocupação sobre a relação meio ambiente e pecuária, surge o desafio de estabelecer sistemas de produção em bases sustentáveis e os sistemas silvipastoris se encaixam como uma prática capaz de atender estes elementos.
Em relação ao gado, o benefício direto é o bem-estar e conforto térmico animal. A presença de árvores (adequadamente dispostas na pastagem) pode proteger os animais contra as adversidades climáticas com reflexo positivo sobre a produtividade e saúde dos animais. E animais produtivos e saudáveis é o que se espera da pecuária ambientalmente adequada. Com isso, o produtor tem a melhoria da imagem do negócio pecuário, o que é uma excelente oportunidade de marketing da forma de produção, do produto e de seus derivados, atendendo a uma tendência mundial: a dos produtos ambientalmente adequados, socialmente benéficos e economicamente viáveis.
No entanto, se as espécies arbóreas forem adequadamente escolhidas, o produtor terá a oportunidade de aumentar sua carteira de negócios. Isto é, passará também a ser produtor de madeira, por exemplo.
Os solos também são grandes beneficiários deste sistema:
- manutenção ou incremento da matéria orgânica do solo através da fixação de carbono pela fotossíntese e pela transferência decorrente da queda de folhas/ramos e apodrecimento de raízes velhas
- fixação de nitrogênio por árvores leguminosas e também por algumas árvores não leguminosas (p.e.: Casuarinas).
- elevação do teor de nutrientes extraídos de rochas intemperizadas nas camadas profundas do solo, devido às raízes que induzem um grau de intemperismo, especialmente nas camadas mais profundas do solo (horizontes B e C, acessando "novos" nutrientes).
- criando condições favoráveis para ganhos/entradas de nutrientes pela chuva e poeira, inclusive via chuva interna (gotejamento) e fluxo de caule
Reduzindo perdas do solo:
- pela proteção do solo contra erosão, viabilizando a redução das perdas de matéria orgânica e nutrientes.
- pela recuperação dos nutrientes, fixando e reciclando nutrientes que poderiam ser de outra maneira perdidos.
- pela menor taxa de mineralização da matéria orgânica decorrente da existência da sombra.
Atuando nas condições físicas e químicas do solo:
- pela manutenção ou melhoria das propriedades físicas do solo (porosidade, estrutura, infiltração e capacidade de retenção de umidade) através de uma combinação dos efeitos da matéria orgânica e das raízes.
- pelas raízes das árvores que fragmentam as camadas compactadas do solo.
- pela diminuição da amplitude de temperaturas do solo mediante a combinação do sombreamento pelas copas e cobertura do solo por resíduos ( folhas, ramos).
Definição oficial segundo marco referencial ILPF:
A iLPF é uma estratégia que visa a produção sustentável, que integra atividades agrícolas, pecuárias e florestais realizadas na mesma área, em cultivo consorciado, em sucessão ou rotacionado, e busca efeitos sinérgicos entre os componentes do agroecossistema, contemplando a adequação ambiental, a valorização do homem e a viabilidade econômica.
1. O que são sistemas silvipastoris?
Sistema Silvipastoril (SSP) é a combinação intencional de árvores, pastagem e gado numa mesma área ao mesmo tempo e manejados de forma integrada, com o objetivo . . .
2. Qual a diferença entre sistema silvipastoril, arborização de pastagens e ILPF?
Toda arborização de pastagens é um sistema silvipastoril, todo sistema silvipastoril é uma forma de sistema de integração pecuária-floresta.
Nem todo sistema silvipastoril é uma arborização . . .
3. Quais os benefícios deste sistema?
Os SSPs apresentam grande potencial de benefícios econômicos e ambientais para os produtores e para a sociedade. São sistemas multifuncionais, onde existe a possibilidade de intensificar a produção pelo manejo integrado dos recursos naturais. . .
4. Ele pode ser implantado em toda a área da propriedade rural?
Nas propriedades rurais existe a exigência legal de áreas destinadas ao atendimento do "Novo Código Florestal" (Lei 12.651, de 25/05/2012), então não é toda área da propriedade rural que pode ser utilizada com sistemas silvipastoris, que são sistemas de . . .
Esta ferramenta foi criada pela Embrapa Florestas para facilitar o trabalho técnico a campo na verificação do crescimento das árvores para a tomada de decisão sobre o momento de realizar a primeira desrama.
Conferir se as árvores já atingiram o "ponto" de crescimento ideal para realizar a primeira desrama é uma tarefa trabalhosa e por vezes demorada. Mas tal tarefa deve ser feita porque é fundamental para o manejo adequado do sistema agrossilvipastoril!
Fazer a primeira desrama na espessura certa traz as seguintes vantagens:
1) permitir melhor crescimento inicial das árvores;
2) evitar que os animais possam quebrar árvores;
3) produzir toras com maior rendimento de madeira livre de nós.
A primeira desrama deve ser feita quando a espessura do tronco de 60% das árvores amostradas atingir 6 cm de DAP (Diâmetro à altura do peito - esta medida é tomada no tronco na altura de 1,30 m do solo).
O uso do gabarito que você está recebendo padroniza a aferição do DAP, auxiliando a definir corretamente o momento adequado de realizar a 1ª desrama.
Veja sugestões de amostragem para avaliar o crescimento das árvores.
Importante: A avaliação do crescimento das árvores deve ser feita anualmente.