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A Fazenda Santa Mônica, de propriedade da Embrapa, é também um marco na história da pesquisa agropecuária brasileira, tendo abrigado vários projetos de pesquisa conduzidos pela Embrapa Gado de Leite nas áreas de melhoramento animal e vegetal, e abriga hoje o Núcleo de Intensificação Sustentável da Agropecuária, o nosso NISA. 

Linha do Tempo

 
  • Séc XIX

    A história da Fazenda Santa Mônica teve seu início quando Francisca Mônica Carneiro da Costa, filha de Brás Carneiro Leão (Fidalgo da Casa Real Portuguesa, Cavaleiro da Ordem de Cristo, fazendeiro e negociante de "grossa ventura", produtor de cana-de-açúcar do norte fluminense, comerciante e traficante de escravos) e Ana Francisca Rosa Maciel da Costa (primeira e única Baronesa de São Salvador de Campos dos Goytacazes), receberam do governo colonial uma sesmaria de terra de uma légua quadrada denominada Santa Mônica.

 
  • Séc XIX

    Francisca Mônica casou com Manoel Jacinto, que trilhava uma ascendente carreira, recebedor dos títulos nobiliárquicos: Visconde de Baependy e Marquês de Baependy. O casal figurava no período colonial como uma importante família. O Marquês de Baependy e seus herdeiros fizeram de Santa Mônica uma verdadeira empresa agrícola.

 
  • 1831

    Porém, foi quando da abdicação de D. Pedro I, em 1831, que o Marquês se fixou em Santa Mônica, período que, provavelmente, deu início à construção do majestoso solar, só inaugurado muito tempo depois.

 
  • 1847

    Baependy faleceu em 1847 no Rio de Janeiro, deixando grande fortuna para a esposa e filhos. No ano seguinte, hospedou-se na Fazenda o imperador D. Pedro II, que aí esteve especialmente para prestar condolências à Marquesa, retornando à Fazenda em várias oportunidades. Com a morte da Marquesa, em 1869, a Fazenda Santa Mônica foi herdada pelo filho Manoel Jacinto, o Barão de Juparanã. Antes de falecer, em 1876, o Barão alforriou 56 essoas de seu plantel de escravos. O Barão de Juparanã deixou Santa Mônica a seu irmão e sócio Francisco Nicolau, que, tempos depois foi condecorado com o título de Barão de Santa Mônica, casado com uma prima, Dona Luíza Loreto Vianna de Lima e Silva, filha do Duque de Caxias. Nesta ocasião, o Duque de Caxias mudou-se para a Fazenda, a fim de se retirar da vida pública e tratar da saúde. Muito idoso, Duque de Caxias faleceu no dia 7 de Maio de 1880.

 
  • 1884

    Logo após a morte do sogro, Francisco Nicolau atravessou grandes dificuldades com a derrocada do café. Sem alternativa, hipoteca, em 24 de novembro de 1884, a Fazenda e mais o Palacete do Duque de Caxias, naTijuca, ao cunhado o Visconde de Ururay.

 
  • 1885-1912

    Após a morte do Barão de Santa Mônica, em 1885, os credores executam a hipoteca e a posse da Fazenda é transferida para o Banco da República do Brasil (1894), entregue à Sociedade Nacional de Agricultura (1897). Em acerto de contas, foi adquirida pela Fazenda da União em 1900 segundo relatório localizado no Arquivo Central do IPHAN. Porém, não foi realizada nenhuma atividade, e a Santa Mônica foi entregue ao Ministério da Agricultura em 1912, à administração da Diretoria da Indústria Animal do Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio.

 
  • Década de 1970

    Tombada em 1974 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), por meio do Processo 881-T-73, a propriedade passa à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) em 1977.

 

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