Níveis Categóricos do Sistema - Embrapa Solos
O nível categórico de um sistema de classificação de solos é um conjunto de classes definidas segundo atributos diagnósticos em um mesmo nível de generalização ou abstração e inclui todos os solos que satisfizerem a essa definição.
As características usadas para a definição de um nível categórico devem ser propriedades dos solos que possam ser identificadas no campo ou que possam ser inferidas de outras propriedades que são reconhecidas no campo ou a partir de conhecimentos da Ciência do Solo e de outras disciplinas correlatas.
As características diferenciais para os níveis categóricos mais elevados da classificação de solos devem ser propriedades que resultam diretamente dos processos de gênese do solo ou que afetam diretamente sua gênese, porque estas propriedades apresentam um maior número de características acessórias.
Os níveis categóricos adotados no Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (SiBCS) são seis: 1º nível categórico (ordens), 2º nível categórico (subordens), 3º nível categórico (grandes grupos), 4º nível categórico (subgrupos), 5º nível categórico (famílias) e o 6º nível categórico (séries), este último ainda carecendo de definição de conceitos.
No primeiro nível categórico (ordem), os nomes das 13 classes são formados pela associação de um elemento formativo com a terminação “-ssolos”. São apresentados, na Tabela 2, os nomes das classes, em ordem alfabética, seus respectivos elementos formativos e os seus significados.
Tabela 2. Elementos formativos e significados dos nomes das classes.
Classes de 1º, 2º, 3º e 4º níveis categóricos
Em fichas de descrição morfológica de perfis de solos e nas legendas de mapas, as classes de 1º e 2º níveis categóricos devem ser escritas com todas as letras maiúsculas; as classes de 3º nível categórico (grandes grupos) apenas com a primeira letra maiúscula; e, no 4º nível categórico (subgrupos), os nomes devem ser escritos com todas as letras minúsculas, conforme Tabela 3.
Tabela 3. Nomenclatura de solos em fichas de descrição morfológica e em legendas de mapas.
As classes do 3º e do 4º níveis categóricos são redigidas preferencialmente com o sufixo “-ico” no fim do nome, como no exemplo da Tabela 3.
Classes do 5º nível categórico (famílias)
Para haver uma certa coerência na nomenclatura das classes do 5º nível categórico, sugere-se a seguinte sequência de características diferenciais cujas designações (separadas por vírgula) devem integrar a denominação da classe de solo: grupamento textural; subgrupamento textural; distribuição de cascalhos, nódulos e concreções no perfil; constituição esquelética do solo; tipo de horizonte A (que não tenha sido utilizado em outros níveis categóricos); saturação por bases; saturação por alumínio (álico); mineralogia; subgrupamento de atividade da fração argila, teor de óxidos de ferro e propriedades ândicas.
Para a classe dos Organossolos, devem ser adotados critérios especiais que privilegiem a natureza da matéria orgânica do solo.
O nome do solo, no 5º nível categórico (família), é formado adicionando-se ao nome de subgrupo os qualificativos pertinentes, com letras minúsculas, separados por vírgula, tal como no exemplo: “Latossolo Amarelo Ácrico petroplíntico, textura argilosa cascalhenta, endoconcrecionário, A moderado, gibbsítico–oxídico, mesoférrico”.
Classes do 6º nível categórico (séries)
Como o 6º nível categórico é ainda objeto de discussão, não existe uma nomenclatura sugerida. Entretanto, no Capítulo 18, são listadas algumas características e propriedades que podem vir a ser empregadas na classificação dos solos neste nível.
Redação das classes de solos do SiBCS nas publicações nacionais e internacionais
Em textos corridos de livros, artigos em revistas, teses, dissertações, tabelas e semelhantes, as classes de 1º, 2º e 3º níveis categóricos devem ser escritas em minúsculas com as primeiras letras maiúsculas e, no 4º nível categórico, com todas as letras minúsculas (“Neossolos Flúvicos Ta Eutróficos vertissólicos”, por exemplo).
A tradução para outros idiomas dos nomes das classes não é recomendada, pois se tratam de nomes próprios. Se necessário, deve ser feita a equivalência de classes do SiBCS para o outro sistema taxonômico, acrescentando, entre parênteses e após o nome da classe de solo do SiBCS, a equivalência para o outro sistema. O nome da classe do SiBCS terá sua grafia em itálico. Exemplos: Latossolos (Oxisols), Latossolos (Ferralsols).
