O Ainfo foi desenvolvido, em 1991, pela equipe de Tecnologia da Informação (TI) da Embrapa Agricultura Digital (CNPTIA), que contou então com a colaboração de vários profissionais de organização da informação de Unidades da Empresa.
De 1991 a 1997, a base tecnológica utilizada para tais evoluções foi o Ambiente de Software NTIA. Durante esse período foram implementadas quatro versões, em ambiente DOS e UNIX (monousuário). Assim, em abril de 1996, foi publicada a primeira edição das Bases de Dados da Pesquisa Agropecuária (BDPA), com o software de recuperação da informação SIR-NTIA.
Em 1998, teve início o desenvolvimento do Ainfo para a plataforma Windows. Algumas versões utilizaram como banco de dados a solução Paradox. Porém, posteriormente ele foi migrado para a solução Firebird, que é mais robusta e de código aberto. Além disso o Firebird proporcionou controle de concorrência, de integridade referencial e de transação, viabilizando uma solução na arquitetura cliente/servidor. Ao todo, no período de 1999 a 2008 foram lançadas quatro versões do Ainfo.
O AinfoWeb foi um módulo de consulta online às bases de dados gerenciadas pelo Ainfo 2001, desenvolvido com tecnologia CGI, com componentes de acesso nativo ao BD (IBO) e servidor Web AnalogX para Windows (free). Nele a recuperação de informação é realizada por operadores booleanos (“e, “ou” e não”), truncagem, mascaramento, busca por proximidade e frase.
Nos anos 2000, a função de consulta às bases de dados do AinfoWeb foi substituída pela BDPA, plataforma construída, inicialmente, em tecnologia proprietária e com atualização semestral. A incorporação, em 2003, da funcionalidade de importar e exportar registros do sistema no formato MARC 21 – padrão internacional de descrição bibliográfica, conferiu mais qualidade à base de dados e tornou possível o intercâmbio de informações com outros sistemas de informação.
Nessa década, houve ainda a retomada da numeração original do software, com o lançamento do Ainfo 5, em 2006, uma vez que no ano anterior havia sido aprovado projeto no Sistema Embrapa de Gestão (SEG) que, sob a liderança da Embrapa Informática Agropecuária, permitiu que isso ocorresse. Destaca-se, também, o lançamento, em 2007, da versão em tecnologia livre da BDPA, o que possibilitou que o acervo da Embrapa fosse compartilhado de forma mais rápida e com atualizações semanais.
Em 2009, houve o lançamento do Ainfo 6, que é a versão usada até o momento, o qual foi construído com arquitetura J2EE (Java ServerFaces e Hibernate), e também com o sistema gerenciador de banco de dados MySQL e o servidor WEB Apache Tomcat. No mesmo ano, o projeto “Evolução do software AINFO 6 com uso de ferramentas da Web Semântica e mineração de textos e digitalização da produção científica” foi aprovado no SEG, para início em 2010. O projeto tinha como objetivo evoluir o AINFO 6 com ferramentas da Web Semântica e de mineração de textos, para fomentar/aperfeiçoar a gestão do conhecimento científico gerado e editado pela área de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) da Embrapa, incluindo o resgate da memória técnica, por meio da digitalização de publicações em formato impresso, bem como a apresentação delas para a sociedade brasileira no site da BDPA.
Nos anos seguintes, foram lançadas outras versões do sistema, todas elas em consonância com as melhorias de infraestrutura de redes nas Unidades da Embrapa, que priorizaram implementações relacionadas ao acesso das informações online. O desenvolvimento para uma arquitetura web, a adoção de métodos ágeis de desenvolvimento e o uso de 100% de software livre para o desenvolvimento, infraestrutura e plataforma de produção, foram os marcos importantes dessa versão, construída no Laboratório de Software Livre da Embrapa Informática Agropecuária.
Muitos avanços foram registrados, no Ainfo 6, de 2009 até hoje, entre eles a migração dos dados de todas bibliotecas da Embrapa para a mesma versão do sistema e a atualização diária da base de dados (2010); a implementação de relatórios gerenciais (2010/2011); a integração com sistemas de informação internos e externos (2010-2015); a integração com os produtos de software do projeto Acesso Aberto (2012-2015); e, mais recentemente, a vinculação das publicações inseridas na base aos plano de ação dos projetos descritos no Ideare e desenvolvidos no âmbito do SEG (2016).
Por fim, ressalta-se que o Ainfo 6 inovou ao possibilitar a implementação de todas as fases do fluxo de tratamento da informação, desde o registro das publicações, passando pelas movimentações (aquisição, empréstimos, devoluções, reservas, inventário), até sua disponibilização aos usuários, por meio de uma avançada interface de buscas (e com atualizações diárias) na qual são apresentados registros referenciais e com texto (ou outro tipo de documento) completo.
Na Embrapa, o processo de evolução do software é coordenado por um grupo de especialistas da área de biblioteconomia e informação denominado Comissão Permanente para o Ainfo (CP-AINFO). Além da coordenação dos trabalhos, esse grupo define, valida as implementações, colabora com os testes no software, estabelece o programa de capacitação aos usuários, cria as normas e orienta o preenchimento correto das bases de dados, com o propósito de aprimorar a qualidade da informação cadastrada.