Receitas - Embrapa Suínos e Aves
O termo "risoto" significa "pequeno arroz" ou "arrozinho". Sua introdução no Brasil se deu com a imigração italiana, especialmente nas regiões de Vale Vêneto, Nova Palma e Colônia Silveira Martins, onde o prato era presença constante em festas e comemorações. Tradicionalmente, era preparado com arroz, caldo e carne de galinha caipira, sendo servido com acompanhamentos como saladas, pão e cuca.
Com o passar do tempo, o risoto foi sendo adaptado à realidade local e passou a incorporar diversos ingredientes, mas manteve sua relevância nas celebrações familiares e comunitárias até os dias atuais.
Um exemplo dessa adaptação é o prato “Risoto de filé mignon suíno e laranja”, que simboliza a fusão entre a tradição italiana do risoto e a valorização da carne suína na gastronomia contemporânea. A carne suína tem se destacado por sua versatilidade, segurança higiênico-sanitária aprimorada e baixo teor de gordura, com destaque para o filé mignon suíno, um corte considerado magro.
No Brasil, a carne suína foi introduzida pelos colonizadores portugueses, que trouxeram seus hábitos alimentares e contribuíram para a inserção desse ingrediente na culinária nacional.
Ingredientes:
- 200 g de filé mignon suíno
- 200 g de arroz arbóreo
- 100 ml de vinho branco seco
- 100 ml de suco de laranja
- 1 litro de caldo de legumes
- 100 g de cebola picada
- 100 g de alho-poró picado
- 2 dentes de alho picados
- 80 g de manteiga sem sal
- 30 g de queijo parmesão
- Tempero verde a gosto
Modo de preparo:
Corte a carne suína em tiras ou cubos. Tempere com laranja e vinho branco e reserve por 15 minutos (não descarte o líquido da marinada). Em uma panela quente, doure a carne suína e reserve. Refogue a cebola e o alho-poró até ficarem transparentes. Adicione o arroz arbóreo, refogue por mais 5 minutos e, após, adicione o líquido da marinada e metade da carne. Vá regando o risoto com caldo de legumes e mexendo sem parar. Sempre mantendo o risoto cremoso e hidratado. Por fim, adicione o queijo parmesão, a manteiga e mexa bem.
O “penne com ragu de copa lombo” reúne tradição e inovação. As massas têm registros milenares, com origens na China, por volta de 5000 a.C., e relatos de consumo por babilônios, assírios e árabes. Acredita-se que a difusão das massas na Europa ocorreu a partir do século 13, quando o italiano Marco Polo retornou da China trazendo conhecimentos culinários orientais.
Com o tempo, as massas ganharam novos formatos e receitas. O penne, utilizado nesta preparação, surgiu em 1865 graças à invenção de Giovanni Battista Capurro, que criou um método para cortar a massa em ângulo sem amassá-la. Seu nome faz referência à pena de escrever, devido ao formato característico. Por sua estrutura, o penne é ideal para molhos encorpados, como os de carne suína.
O ragu, neste prato, é preparado com copa lombo, também conhecida como ancho suíno — um corte nobre retirado da parte superior do ombro do porco. Este corte destaca-se pelo marmoreio acentuado, que garante suculência e sabor marcante. Em outros países, cortes semelhantes são conhecidos como ribeye, prime rib ou tomahawk (quando mantido o osso), nos EUA, e noix ou entrecôte, na França.
Assim, este prato celebra a fusão de tradições culinárias e técnicas que atravessam séculos e continentes
Ingredientes:
- 200 g de penne
- 500 g de copa lombo
- 2 litros de água
- 150g de cebola
- 1 alho
- 300 ml de molho de tomate
- 1 folha de louro
- sal a gosto
Modo de preparo:
Retire a pele do lombo, corte em 4 pedaços e tempere com sal e alho. Doure o lombo em uma panela quente, retire e reserve. Refogue a cebola e o alho até ficarem dourados. Adicione o molho de tomate, o lombo e água até cobrir. Deixe cozinhar em fogo baixo até desfiar. Cozinhe o macarrão em água e sal e sirva com o molho de copa lombo.
Esta preparação simboliza o encontro das culturas indígena, africana e europeia, refletindo a formação da identidade alimentar brasileira baseada na diversidade.
A polenta tem origem no angu romano, um mingau de cereais como o farro, consumido por soldados do Império Romano. Após a introdução do milho americano na Europa, no século 16, a receita foi adaptada e evoluiu na região italiana do Vêneto, onde passou a ser conhecida como pultem, pulenda ou poenta, tradicionalmente servida com carnes de caça, verduras e queijos.
No Brasil, a polenta foi trazida por imigrantes italianos e ressignificada com ingredientes e técnicas indígenas e africanas, como o uso do pilão e o acompanhamento com carnes de caça.
O ragu de sobrecoxa que acompanha a polenta está relacionado à tradição do galeto, originada nas “passarinhadas” dos primeiros imigrantes italianos, que evoluíram para o preparo de galinhas assadas em fornos de barro. Hoje, coxas e sobrecoxas de frango são frequentemente assadas em churrasqueiras, especialmente no Sul do Brasil.
Ingredientes:
- 200 g de farinha de fubá
- 500 g de sobrecoxa
- 800 ml de água morna
- 15 g de manteiga sem sal
- 150 g de cebola
- 1 alho
- 300 ml de molho de tomate
- 1 folha de louro
- sal a gosto
- noz-moscada a gosto
Modo de preparo:
Aqueça a água até ficar morna, incorpore a farinha de fubá aos poucos e mexa bem, sem deixar grumos. Deixe cozinhar por 30 minutos, tempere com sal, pimenta e noz-moscada. Finalize com manteiga. Retire a pele da sobrecoxa, corte em 4 pedaços e tempere com sal e alho. Doure a sobrecoxa em uma panela quente, retire e reserve. Refogue a cebola e o alho até ficarem dourados. Adicione o molho de tomate, a sobrecoxa e água até cobrir. Deixe cozinhar em fogo baixo até desfiar.
A panna cotta é uma sobremesa típica da culinária italiana, conhecida por ser simples, mas muito elegante e saborosa. Ela surgiu na região de Piemonte, no norte da Itália, e seu nome significa “creme cozido”. A receita leva creme de leite, o que garante uma textura bem macia e um sabor suave e adocicado.
Antigamente, era servida com calda de vinho e ameixa, mas hoje é mais comum encontrar panna cotta com caldas de frutas vermelhas ou amarelas. Ela faz parte do grupo das clássicas sobremesas italianas à base de creme de leite ou queijo, junto com o semifreddo e o tiramisù, que são alguns dos doces mais famosos da Itália.
Ingredientes:
- 250 g de creme de leite
- 50 ml de leite
- 15 ml de essência de baunilha
- 100 ml de leite condensado
- 12 g de gelatina em pó sem sabor
- 100 g de morango congelado
- 100 g de mirtilo congelado
- 100 g de amora congelada
- 100 g de framboesa congelada
- 50 g de açúcar
- 1/2 limão Taiti
Modo de preparo:
Em uma panela, misture o creme de leite, o leite, o açúcar e a essência de baunilha. Leve ao fogo médio/baixo e cozinhe até o açúcar dissolver sem deixar levantar fervura. Retire do fogo e deixe esfriar. Coloque a gelatina conforme modo de preparo da embalagem. Coloque em um refratário e deixe gelar até dar consistência. Adicione todas as frutas em um wok com açúcar e um pouco de água. Deixe reduzir. Quando estiver pronto, esprema o suco de limão. Leve para a geladeira.





