Peste suína clássica (PSC) - Embrapa Suínos e Aves
- Os suínos doméstico e selvagem são os únicos reservatórios naturais do vírus da PSC
- A infecção ocorre principalmente pelo contato direto com suínos domésticos ou selvagens, doentes ou sadios infectados
- A infecção congênita causa o nascimento de leitões clinicamente normais, mas persistentemente virêmicos, sem respostas de anticorpos, tornando-se uma importante fonte de infecção
- A principal porta de entrada de contaminação dos suínos é oronasal, geralmente pela ingestão de água ou alimento contaminado com o vírus
- Também pode ocorrer por rota conjuntival, genital ou ferimentos na pele
- A movimentação e introdução de suínos infectados numa criação é a principal forma de disseminação da doença
- A transmissão aérea foi demostrada em experimentos, mas sua importância é incerta, podendo ser importante num raio de até 500 metros
- Veículos que transportam suínos podem carrear fezes ou urina de animais contaminados a longas distâncias e transmitir o vírus em casos de falhas na biosseguridade
- Todas as excreções e secreções de suíno doente, como fezes, urina, saliva e sêmen são fontes de infeção, assim como restos de parto e sangue
- Suínos ou javaporcos ou javalis sadios, mas infectados, podem excretar o vírus por logo período e infectar outros quando em contato
- Alimento contaminado como carnes frescas, congeladas cruas ou curadas produzidas de suínos infectados. Portanto, sobras de comida de humanos e/ou lavagem alimentar é um importante veículo do vírus e seu uso para suínos deve ser proibido
- Vetores mecânicos podem carrear do vírus quando em contato com suínos doentes ou infectados ou suas excreções/dejeções e transmitir para outros suínos:
- Botas, vestimentas, assim como a pele, cabelos, unhas de pessoas
- Outros animais como ratos, camundongos, cães e gatos, e insetos como moscas, piolhos e mosquitos
- Utensílios, equipamentos, seringas, agulhas, dentre outros
- Veículos, especialmente transportadores de suínos e/ou alimento
- Em instalações: mais de 15 dias
- Nas fezes e urina: por 2 a 4 dias a 5ºC e de 1 a 3 horas a 30ºC
- Nas fezes e urina expostas ao sol: até 24 horas
- Em suínos mortos não refrigerados: por poucos dias
- Em suinos mortos refrigerados: por mais de 1 mês
- Em carcaças congeladas: por mais de 4 anos
- Nos dejetos suínos: até 2 semanas a 20ºC ou mais de 6 meses a 4ºC
- Em materiais contaminados com sangue: até 30 minutos a 68ºC
- Sobrevive por longo período em condições ambientais de frio, umidade, em materiais ricos em proteína (carnes):
- Em carnes curadas ou defumadas: até 6 meses
- O vírus é estável em pH 4-10
- Carbonato de sódio anidro a 4%
- Cresóis
- Formalina a 1%
- Iodofor a 1%
- Peróxido a 1%
- Soda cáustica a 2%
- Manter ativo um programa de biossegurança nas granjas. Isso é cada vez mais relevante considerando a ampla distribuição de javalis e javaporco nas regiões produtoras de suínos do Brasil. Os cuidados mais relevantes são:
- Granja totalmente cercada com tela de pelo menos 1,5 metro de altura
- Troca de roupa e calçados de toda pessoa que entrar na granja
- Não permitir que veículos de transporte de ração e suínos entram na granja
- Não permitir visita as granjas de suínos por pessoa oriunda da região infectada
- Não visite áreas onde a PSC está ocorrendo
- Não trazer nenhum produto suíno (carnes, salame, linguiça, etc.) da região infectada para região livre
- Não trazer nenhum equipamento ou qualquer material da região infectada para a região livre
- Lavar com água quente e desinfetar amplamente caminhões com desinfetante e diluição adequada, por fora e por dentro, incluindo a cabine, que transportam suínos para a região infectada antes do retorno para a região livre
- Não trazer insumos alimentares para suínos da região infectada para a região livre