Press room - Embrapa Agrobiologia
A forma mais comum de se beneficiar da FBN e potencializar a ação das bactérias é através do uso de inoculantes. Nos laboratórios da Embrapa, os pesquisadores já desenvolveram inoculantes para culturas como feijão, soja, feijão caupi, arroz, milho e, mais recentemente, para cana-de-açúcar.
As pesquisas caminham para o desenvolvimento de inoculantes que, além de promover o incremento da produção, possam agir como bioinseticidas ou promotores de crescimento vegetal. Estudos da Embrapa Agrobiologia realizados no campo e nos laboratórios comprovam a eficiência do uso desses produtos.
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Projeto Inoculantes e a Sustentabilidade na agricultura: bom para o agricultor, bom para o Brasil!

Os adubos orgânicos, em sua maioria, utilizam esterco bovino e cama de aviário, que, além de difícil obtenção e custo elevado, podem apresentar problemas de contaminação. Mas a Embrapa Agrobiologia desenvolveu uma tecnologia para produção de adubos e substratos de origem 100% vegetal.
O substrato orgânico obtido a partir desse processo apresenta qualidade superior aos similares encontrados no mercado e pode ser utilizado também na agricultura orgânica. O produto é isento de contaminação química e biológica, não utiliza adubos minerais e o seu custo pode ser muito inferior do que o de um adubo comercial.
Outro diferencial é que o composto pode ser produzido tanto em grande escala como na pequena propriedade rural, já que utiliza um processo simples, que não necessita de grandes investimentos em infraestrutura.
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A preservação de florestas naturais e de espécies arbóreas próximas às lavouras traz benefícios como aumento da disponibilidade de água, presença de insetos polinizadores e de pássaros que controlam pragas e doenças. Ao longo de seis anos, agricultores do município fluminense de Cachoeiras de Macacu participaram de um estudo que visava à transformação de práticas produtivas intensivas, de forma a conciliar a produção de alimentos com a conservação da biodiversidade e dos fragmentos florestais. O resultado foi a redução da quantidade de insumos aplicados, incremento na produtividade e inserção de uma nova fonte de renda, a partir da venda de produtos de árvores frutíferas introduzidas nas lavouras. A pesquisa foi baseada em três pilares: o conhecimento da biodiversidade nativa, relacionando-a com o potencial econômico; o estudo das técnicas já existentes para a inserção de árvores na paisagem; e a adaptação das técnicas à realidade do agricultor, que não pode deixar de produzir.
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Nem todo inseto é uma praga e alguns podem ser até bastante benéficos para as culturas. A cartilha-guia para identificação de inimigos naturais de pragas agrícolas, que também ganhou uma versão digital para aparelhos móveis (aqui) vem ajudando agricultores a distinguir as pragas dos insetos do bem. O guia contém fotos e informações sobre os insetos mais comuns para o controle de pragas, assim como as características necessárias para o seu reconhecimento, como tamanho e coloração. Além disso, há informações também sobre a função de alguns inimigos naturais no controle de pragas.
Controle biológico - A técnica caracteriza-se pelo uso de organismos vivos, como, por exemplo, os insetos, para o controle de pragas agrícolas. Pesquisas recentes mostram que algumas espécies vegetais atraem muitos desses insetos benéficos. Sejam em cultivos consorciados ou em áreas próximas às lavouras, essas plantas atrativas têm se revelado uma excelente alternativa ao uso de inseticidas.
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Estudo realizado por pesquisadores da Embrapa Agrobiologia em pastos do Cerrado mostra que a emissão de óxido nitroso (N2O), um dos gases de efeito estufa, é pelo menos 50% menor do que aponta o IPCC - Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima. Os dados já foram incorporados ao inventário nacional, e significam uma redução de emissões totais de GEE da agropecuária brasileira na ordem de 10%. Esses dados podem ter influência estratégica para o reposicionamento do Brasil frente às restrições de um mercado consumidor internacional atento aos impactos ambientais dos sistemas de produção.
Devido ao tamanho do rebanho bovino – algo em torno de 200 milhões de cabeças de gado –, as excretas representam a maior parte das emissões de N2O. A metodologia do IPCC, além de utilizar dados genéricos para todas as regiões do mundo, considera que as emissões de excretas depositadas nas pastagens ocorrem de maneira igual, independentemente de serem fezes ou urina. A pesquisa da Embrapa comprova que a urina tem um fator de emissão menor e por isso não dá pra ser utilizado o mesmo índice das fezes.
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Para ampliar a oferta de algumas dessas tecnologias e promover a sustentabilidade no campo, a Embrapa Agrobiologia desenvolveu o Sistema integrado de produção de mudas de hortaliças, que foi levado a quatro regiões do Estado. Em cada localidade, foi selecionado pelo menos um agricultor multiplicador, que foi capacitado em todas as técnicas que compõe o SIPM.
O SIPM é composto por uma estufa e uma peneira de baixo custo, um sistema de irrigação baseado no uso de energia solar e um substrato orgânico à base de vermicomposto e fino de carvão. As técnicas são simples e fáceis de serem colocadas em prática e geram também incremento na renda do agricultor familiar.
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Húmus produzido por piolhos-de-cobra

Os gongolos, pequenos animais que fazem parte da fauna do solo e conhecidos como piolho-de-cobra, maria-café ou embuá, são exímios trituradores de resíduos e produzem adubos orgânicos de excelente qualidade. Testado na produção de mudas de hortaliças, o gongocomposto não perde em nada para os melhores substratos comerciais. A produção do composto não requer muita mão de obra e pode ser uma boa alternativa para o produtor aproveitar resíduos orgânicos existentes na propriedade e ainda reduzir custos com o uso do substrato obtido.
Ao contrário das minhocas, que são bem famosas pela capacidade de produção de húmus, os gongolos são pouco conhecidos, mas o resultado das pesquisas mostrou que o substrato produzido por eles tem a mesma qualidade dos materiais gerados pelas minhocas. A diferença é que o vermicomposto (das minhocas) ainda precisa ser misturado com pó de carvão e torta-de-mamona para melhorar sua textura e seu nível de nitrogênio, enquanto o gongocomposto fica pronto para o uso em três meses.
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