Approaches to tackle the climate emergency

Ajustes em sistemas econômicos, ecológicos e sociais para lidarem melhor com as mudanças do clima, reduzindo danos potenciais e aproveitando oportunidades. Na  agricultura, são inovações, práticas e ferramentas que ajudam os agricultores a enfrentar os efeitos das mudanças climáticas, minimizando impactos negativos e garantindo a sustentabilidade da produção agrícola. Essas tecnologias visam aumentar a capacidade de adaptação dos sistemas agroalimentares e florestais às variações de temperatura e, também, torná-los mais resilientes diante de fenômenos climáticos extremos, como secas e inundações severas.

Práticas, métodos e inovações que visam reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) provenientes das atividades agrícolas, promovendo uma produção mais sustentável e com menor impacto ambiental. O objetivo é diminuir a pegada de carbono do setor agrícola, contribuindo para a adaptação dos sistemas produtivos aos efeitos das mudanças climáticas.

Produtos, processos, práticas e sistemas que garantam a produção, distribuição, disponibilidade e acesso a alimentos de forma adequada para atender às demandas da população e a autossuficiência nacional para alimentos básicos, em quantidades suficientes e permanentes, com qualidade nutricional e sanitária para manter a saúde.

Modelo econômico caracterizado por baixa emissão de carbono, eficiência no uso de recursos de origem biológica e promoção da inclusão social. Tem foco em promover crescimento econômico com geração de empregos e renda a partir de produtos de origem biológica em arranjos que também apresentem uma gestão eficiente dos recursos naturais e resultem em redução de emissões de carbono,  da poluição e da geração de resíduos. A economia circular, especificamente tem como bases a reutilização, reparação, renovação e reciclagem de materiais e produtos, a melhoria da eficiência energética e a preservação da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos.

Tecnologias e políticas públicas que viabilizem sócio, econômica e ambientalmente o aumento da produção agropecuária de forma sustentável, com base na premissa de que a floresta em pé tem mais valor do que derrubada. Foco em conciliar produtividade e conservação, melhorar a eficiência produtiva em áreas já utilizadas e incentivos ao plantio de florestas comerciais. 

Processo amplo que visa garantir renda e participação social, considerando aspectos econômicos, sociais e culturais. Na agricultura familiar e outros grupos prioritários (jovens, mulheres, comunidades tradicionais, etc.), isso envolve soberania alimentar, sustentabilidade e valorização de saberes. Os principais componentes são acesso a recursos e conhecimento, autonomia e participação ativa. A inclusão digital é crucial para melhorar a comunicação, a produção e o compartilhamento de conhecimentos e também para proporcionar incremento na produção, além de acesso a mercados e a políticas públicas para o campo.

Ações e programas de governos em âmbito nacional ou global que visem atender às necessidades das populações. Podem ser sociais, econômicas, ambientais, segmentadas ou multissetoriais. No contexto da agropecuária sustentável, são necessárias para assegurar recursos, nortear ações, orientar e compensar a produção sustentável, bem como para conciliar interesses e os pilares da sustentabilidade, assegurando o bem-estar de toda a sociedade. 

RD&I contributions for a responsible climate future

Une diferentes áreas de conhecimento para criar novas soluções. Ela olha para os aspectos econômicos, sociais e ambientais de uma área (geralmente uma bacia hidrográfica) de forma integrada. Isso significa entender como as diferentes partes da paisagem (natureza, economia, sociedade) se conectam e planejar um manejo que vá além das propriedades individuais. O objetivo é manter os processos naturais funcionando bem, proteger a biodiversidade, garantir serviços ecossistêmicos múltiplos,, produzir de forma sustentável, atrair turismo, gerar mais renda para os produtores e promover a saúde de todos. É cuidar da paisagem como um todo, pensando em todos os seus aspectos e conexões.

Conjunto de práticas agrícolas que visa a produção sustentável, com preservação e restauração dos recursos naturais. Isso inclui técnicas como plantio direto, rotação de culturas, uso de coberturas do solo e manejo integrado de pragas e doenças etc. Essas práticas têm como objetivo aumentar a produtividade a longo prazo, melhorar a saúde do solo, reduzir a erosão e conservar a água, além de considerar a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos. Foco no uso sustentável dos recursos naturais para garantir sua disponibilidade para as gerações futuras.

Insumo ou produto de origem animal, vegetal ou microbiana, destinado ao uso em prática, processo ou tecnologia, com aplicação agropecuária, ambiental e/ou industrial.

Energia obtida a partir de fontes eólicas, solares, hidráulicas, geotérmicas e de biomassas diversas, incluindo desde culturas agrícolas até resíduos urbanos. A inovação nesse campo envolvendo a agricultura está voltada à ampliação da produção de bioenergia e à implementação de tecnologias que substituem os combustíveis fósseis tradicionais. Além da geração hidroelétrica, queima direta de resíduos de biomassa e a geração de vapor, por exemplo, estão contemplados os biocombustíveis (etanol de primeira e segunda geração, biodiesel, biogás e combustíveis avançados). 

Ferramentas, métodos e práticas agropecuárias mais eficientes que permitem que os sistemas produtivos suportem eventos climáticos extremos com menor perda, mantendo ou mesmo aumentando sua produtividade. Abarcam um amplo leque de opções de manejo de sistemas produtivos cujo foco é em aumentar sua adaptação e resiliência aos efeitos da mudança climática. São exemplos:  conservação da água e do solo, manutenção da cobertura do solo com matéria orgânica viva ou morta, rotação de culturas, uso eficiente e/ou reuso da água, aumento da capacidade de infiltração do solo, diversificação da produção, cultivos protegidos e/ou sombreados, desenvolvimento e adoção de variedades e raças mais resistentes a ameaças biológicas ou do ambiente, entre outras. 

Ferramentas e métodos de análises genéticas e de genomas, integração de dados e inteligência artificial para a compreensão e a manipulação de sistemas biológicos e identificação de genes, proteínas e rotas metabólicas com o objetivo de gerar ativos sustentáveis para a agropecuária e promover o melhoramento genético de plantas e animais para aumentar a produção, a tolerância a estresses bióticos (ameaças ao equilíbrio do ecossistema apresentadas por quaisquer seres vivos) e abióticos (ameaças a equilíbrio de componentes ambientais não vivos, como solo, água, ar) e a resiliência às mudanças climáticas.

Na agropecuária envolve a coleta, organização  e análise de dados provenientes de diversas fontes, como sensores, máquinas agrícolas, estações meteorológicas e imagens de satélite, além das informações derivadas das análises de dados pelos agentes de campo e gestores, permitindo a geração de conhecimento e subsidiando a tomada de decisão. Esse processo permite aos produtores e gestores terem uma visão ampla e realista das operações agrícolas, facilitando a tomada de decisões de forma mais precisa e a otimização dos processos. Com o apoio de tecnologias como IoT, Big Data e Inteligência Artificial, os dados, informações, métodos e indicadores derivados do conhecimento adquirido são integrados ou gerados em plataformas digitais  que ajudam a maximizar a eficiência e a produtividade, além de reduzir custos, evitar perdas e melhorar a lucratividade, aliando conservação ambiental e benefício social.

Conjunto de ações coordenadas com o objetivo de reduzir probabilidades ou a magnitude dos impactos adversos de eventos climáticos a bens materiais, à sociedade, ao ecossistema e à atividade agropecuária. Envolve a identificação e a avaliação do risco, a prevenção, tratamento e transferência desse risco, além do monitoramento dos resultados na redução de perdas e danos, maximizando os impactos benéficos e minimizando os efeitos negativos das respostas às mudanças do clima. 

As tecnologias de remoção de carbono do ambiente capturam e armazenam carbono da atmosfera, contrabalançando as emissões dos sistemas agropecuários, contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas. As tecnologias para baixa emissão de carbono visam produzir alimentos, fibras e energia minimizando a emissão líquida de gases de efeito estufa dos sistemas agrícolas.

Estratégia para melhorar as práticas agrícolas, pecuárias e industriais e reduzir a pressão sobre áreas naturais, otimizando recursos e aumentando a produtividade sem expandir a fronteira agrícola. Compreende o uso de tecnologias, processos e produtos mais eficientes, focados em aumentar a produção por área e/ou produzir em menos tempo, com otimização/racionalização do uso dos insumos, emitindo menor quantidade de carbono equivalente por unidade de área, e/ou por um período de tempo menor.

Envolve o planejamento do uso da terra, a preservação de áreas protegidas e a recuperação de áreas degradadas, aumentando a eficiência do uso e a saúde do solo e contribuindo para a sustentabilidade da produção agrícola. Envolve também a análise do conjunto de informações sociais, econômicas e ambientais sobre o território, para seu adequado manejo e uso sustentável.

Tecnologias que implicam em produção mais distribuída localmente, redução ou eliminação dos intermediários nas relações entre produtores e consumidores, assim como na diminuição dos locais de passagem interna de uma cadeia de valor, com a redução de etapas dentro de um processo, reconectando produtores e consumidores, socializando, valorizando o alimento e produtos não alimentares nas escalas local ou regional, e viabilizando melhoria na renda do agricultor e da qualidade de vida da população atendida.

Tecnologias e processos que visam minimizar perdas em todas as etapas da cadeia que vai desde a produção até o consumo final. Isso inclui a adoção de boas práticas agrícolas, melhorias no manuseio pós-colheita, armazenamento adequado, processamento eficiente, infraestrutura e logística adequadas, distribuição eficaz e conscientização sobre o desperdício.

Coleta, transporte, recuperação (incluindo separação) e descarte de resíduos, bem como a supervisão de tais operações, incluindo cuidados nos locais de descarte. Ações e intervenções baseadas num modelo de negócios em que os descartes possam ser reduzidos ao extremo e os resíduos possam se tornar matéria-prima para a produção de um novo bem de consumo, participando de sua cadeia de produção, integrando-se ao conceito de economia circular.

Tecnologias que auxiliam no planejamento do uso da terra e do manejo do solo e da água, com a adoção de práticas e sistemas de produção que conservam e protegem esses recursos hídricos e edáficos, de forma a garantir a sustentabilidade ambiental, social e econômica. Inclui o fornecimento de água potável, a irrigação agrícola, o tratamento de águas residuais e a prevenção de inundações, práticas que minimizem o desperdício e a contaminação da água. Implica ainda em práticas que busquem a conservação e a manutenção da qualidade física, química e biológica do solo, promovendo sua fertilidade, evitando a degradação e melhorando a sua capacidade de suportar atividades produtivas de forma sustentável, sem comprometer os ecossistemas naturais.

Conjunto de técnicas e práticas aplicadas para restaurar áreas de terra que foram danificadas ou perdidas em sua capacidade produtiva devido a atividades agrícolas, pecuárias e de mineração. Essa degradação pode ser causada por diversos fatores, como erosão do solo, perda de matéria orgânica, compactação, salinização, contaminação por agrotóxicos e desmatamento.

Sistemas, processos ou práticas de recuperação de ecossistemas compostos por espécies nativas, em consórcio ou não com espécies exóticas, que visem restabelecer ecossistemas naturais ou o uso econômico sustentável dos recursos naturais de imóvel rural. São exemplos os sistemas agroflorestais, os sistemas silvipastoris e a silvicultura de nativas. 

Benefícios que os ecossistemas naturais fornecem à humanidade, que são indispensáveis à sua sobrevivência e essenciais para o desenvolvimento socioeconômico e a conservação ambiental. No contexto agrícola, esses serviços desempenham um papel crucial na sustentabilidade dos agroecossistemas, proporcionando suporte à produção sustentável, regulação no uso de recursos e preservação ambiental. São exemplos serviços de suporte (manutenção da biodiversidade, formação do solo etc.), serviços de provisão (alimentos, recursos genéticos etc), serviços de regulação (da qualidade do ar, do clima etc) e serviços culturais (valores estéticos, turismo etc.).

A conservação dos recursos genéticos apresenta-se sob diferentes estratégias, como ex situ (fora dos ambientes naturais), in situ (em ambientes naturais) e on farm (conservação e manutenção, em geral, por agricultores familiares e povos e comunidades tradicionais). O uso sustentável da biodiversidade está relacionado ao uso dos recursos naturais sem o comprometimento de sua diversidade genética e biológica, assegurando a manutenção das populações das espécies exploradas e as associadas, seus habitats e os mecanismos e processos ecológicos envolvidos. Possui relação direta com a inclusão socioprodutiva. Significa ainda conhecer, coletar, processar e agregar valor aos produtos advindos das espécies nativas da biodiversidade (fauna, flora e microrganismos), respeitando a capacidade de renovação dos ecossistemas, incluindo e valorizando o conhecimento tradicional nas cadeias de produção, praticando o manejo sustentável do solo, da água e respeitando o Código Florestal. Também são importantes nesse contexto o manejo integrado do fogo, transição agroecológica, uso racional da água, dentre outras práticas sustentáveis.

No contexto da agropecuária a transição digital refere-se à incorporação de tecnologias digitais para transformar a produção agrícola, tornando-a mais eficiente, sustentável e competitiva. Para que essa transformação seja efetiva, é fundamental garantir a inclusão digital, democratizando o acesso dos produtores rurais a inovações. Esse processo exige uma abordagem ampla, que englobe infraestrutura, como a expansão da conectividade no campo; capacitação, por meio de treinamentos para o uso de tecnologias; soluções acessíveis, como aplicativos simplificados; e políticas públicas que reduzam desigualdades e promovam a digitalização do setor.

Abordagem integrada e unificadora que visa equilibrar e otimizar de forma sustentável a saúde de humanos, animais, plantas e ecossistemas. Reconhece que a saúde do ser humano, de animais domésticos e selvagens, plantas e ambiente e todos os ecossistemas estão intimamente ligados e são interdependentes.

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