25 Figura
Nas publicações da Embrapa, Figura é a denominação utilizada para identificar ilustrações, gráficos, mapas, fotografias, fluxogramas ou outras formas pictográficas usadas para enriquecer e auxiliar a compreensão do texto.
Atenção
Figuras devem ter todo seu conteúdo textual e numérico no idioma da obra em edição. Portanto, mesmo aquelas publicadas anteriormente em outro idioma devem ser traduzidas e reelaboradas pelos autores para que possam ser utilizadas na obra.
As figuras devem ser numeradas em ordem sequencial, tituladas, chamadas e dispostas no corpo do texto. Devem também ser autoexplicativas, para que não seja necessário recorrer ao texto para entendê-las (Figura 25.1).
Exceção
Fotografias, desenhos ou similares que, por decisão editorial, estão na obra com fins meramente estéticos, apenas para compor o projeto gráfico (por exemplo, na entrada de capítulos ou de seções principais), não devem ser numerados nem chamados no texto.
Figura 25.1. Produtividade média de uma cultura hipotética nas diferentes regiões do Brasil no período de 2006 a 2020.
Números em figuras
- Sempre que números usados em figuras estiverem dentro de uma frase (seja no título, seja no corpo, seja nas notas das figuras), eles devem ser grafados seguindo as regras válidas para o corpo do texto (ver seção 23). Para as demais situações, a grafia de números (inteiros, decimais, fracionários, etc., tanto positivos quanto negativos) deverá ser sempre em algarismos arábicos.
- Intervalo numérico — A grafia de intervalos numéricos em figura (seja em legenda ou no corpo de gráficos e ilustrações) deve ser feita usando a palavra de ligação “a” ou, opcionalmente, traço de ligação (também chamado de meia-risca ou meio-traço; não confundir com travessão nem hífen) sem espaço.
Exemplo:
“50 a 150” (ou “50–150”).
- Em português, o ponto é usado para separar milhar e a vírgula é usada para separar a parte inteira da parte decimal dos números. Em inglês, a vírgula é usada para separar milhar e o ponto para separar a parte decimal. Em publicações em português, não será aceito o padrão de língua inglesa (e vice-versa).
25.1 Título e numeração
O título da figura deve conter informações que orientem e ajudem o leitor a interpretar a figura, tornando-a autoexplicativa — deve, porém, ser breve e objetivo.
Siglas devem ser grafadas por extenso (seja no título, em legenda ou em nota), mesmo que já tenham sido informadas no corpo do texto da obra. Nomes científicos também devem ser apresentados na forma não abreviada.
O título deve ser grafado em fonte regular (com o mesmo tamanho utilizado no texto ou até 2 pontos menor, sem negrito nem itálico) em minúsculas (à exceção da letra inicial da primeira palavra) e finalizado por ponto-final. Deve ser precedido da palavra "Figura" (sempre com inicial maiúscula), seguida do seu respectivo número (em algarismo arábico) e de ponto, tudo em negrito (Figura 25.2). Os títulos de todas as figuras de uma mesma obra devem ter o mesmo tamanho de fonte.
Atenção
Não se deve usar zero (“0”) à esquerda do número da figura.
Figura 25.2. Sintomas de nanismo amarelo da cevada em plantas de aveia-preta (Avena strigosa Schreb) causado por espécie de vírus pertencentes à família Luteoviridae.
O título da figura, incluindo sua numeração, deve ser posicionado abaixo da figura (Figura 25.2) e não deve ultrapassar sua largura. Mas, dependendo do formato da figura e do projeto gráfico, o título pode ainda ser posicionado na lateral inferior da figura (Figuras 25.3 e 25.4). O texto pode ser justificado, alinhado à esquerda ou, em algumas situações, alinhado à direita.
A numeração de figuras deve ser feita de modo sequencial crescente, dependendo do tipo e característica da obra:
- Numeração com um único número — Aplica-se a obras não divididas em capítulos (tipicamente obras de autoria individual, obras elaboradas em coautoria ou obras corporativas) e deve ser contínua até o último elemento textual. Por exemplo, “Figura 20.” — significa a vigésima figura da obra.
- Numeração com dois números — Aplica-se a duas situações:
- Obras divididas em capítulos (tipicamente obras coletivas).
- Obras que adotam numeração progressiva de seções.
A numeração com dois números deve ser subordinada à numeração do capítulo ou seção primária e deve ser reiniciada a cada novo capítulo ou seção primária. Utilizam-se dois números: o primeiro indica o número do capítulo/seção primária e o segundo, o número de ordem da figura no respectivo capítulo/seção. Os números devem ser separados entre si por ponto, sem espaço. Por exemplo, “Figura 5.10.” — significa a décima figura do quinto capítulo ou seção primária da obra; e “Figura 7.1.” — significa a primeira figura do sétimo capítulo ou seção primária da obra.
Para numeração de figuras em apêndice e anexo, consultar, respectivamente, a seção 6.2.4.2 e seção 6.2.4.3.
Quando a figura for composta por várias imagens ou partes que se quer descrever em separado, elas deverão ser identificadas por letras do alfabeto (em maiúscula), conforme a seguir descrito.
- Na figura — Na parte interna de cada imagem da figura, deve ser colocada a letra (sem parênteses) que a identifica (Figura 25.5). A posição (canto superior ou inferior, à direita ou à esquerda) é definida no projeto gráfico, devendo-se manter a padronização ao longo da publicação.
- No título da figura — A letra correspondente à imagem deve ser colocada entre parênteses, em maiúscula, antes (Figura 25.5) ou depois da respectiva descrição. Por medida de padronização, deve-se manter a posição escolhida em toda a obra.
Figura 25.5. Problemas de conversão do solo e de erosão encontrados no Sul do Brasil nas décadas de 1970 e 1980: (A) desmatamento com queimadas; (B) queima de restos culturais e pastagens; (C) preparo convencional e excessivo do solo; (D) rompimento de estruturas de contenção da enxurrada; (E) compactação superficial com deslizamento da camada superficial por erosão; (F) poluição de rios carregados de sedimentos transportados por erosão.
Fonte: Leite et al. (2014).
25.2 Legenda
A legenda é basicamente uma chave das convenções adotadas na figura para explicar, por exemplo, símbolos, cores, estilos de linhas e abreviaturas usadas na sua elaboração. Quando houver, deve ser localizada no corpo da figura (Figura 25.6) ou no seu título, mas nunca abaixo do título. O uso da palavra “Legenda” é comumente desnecessário, devendo ser evitado.
Quando estiverem localizadas no corpo da figura, as legendas devem ser grafadas em fonte regular e, sempre que possível, no mesmo tamanho ou ligeiramente menor do que a fonte utilizada no título da figura.
Figura 25.6. Croqui de uma propriedade rural familiar hipotética de 4,9 ha, com designação do uso do solo, incluindo Reserva Legal e Área de Preservação Permanente (APP).
25.3 Notas
Em figura, pode ser necessário recorrer ao uso de notas, que podem ser dos tipos geral, de fonte bibliográfica e de crédito de autoria. Cada nota deve entrar em linha própria. Notas de crédito de autoria são pertinentes apenas em caso de figura que seja fotografia, desenho ou assemelhado, pois são protegidas por direitos autorais.
As notas devem ser grafadas em fonte regular (sem negrito). O tamanho da fonte das notas deve ser o menor entre todas as fontes usadas nos demais elementos da figura. No caso de notas posicionadas abaixo do título da figura, o tamanho deve ser, em regra, de 7 ou 8 pontos e devem ser finalizadas com ponto-final. No caso de notas (de crédito de autoria de fotografia) posicionadas na lateral da figura, o tamanho deve ser, em regra, de 6 ou 7 pontos, sem ponto-final. Em uma obra, as notas de um mesmo tipo para todas as figuras devem ter o mesmo tamanho de fonte.
25.3.1 Nota geral
A nota geral é usada para registrar observações gerais (breves e objetivas) para esclarecer ou conceituar conteúdo adicional da figura, incluindo nota de teste estatístico. Deve ser usada apenas em casos específicos, pois comumente este tipo de observação pode ser incorporado ao título da figura ou ao próprio corpo do texto, junto à chamada da figura.
Quando usada, a nota geral entra diretamente com o texto descritivo, não é precedida por termo específico (como “Nota:” ou “Obs.:”) e é finalizada por ponto-final. Deve ser localizada entre o título da figura e a fonte bibliográfica (se houver), e não no rodapé da página (Figura 25.7).
Figura 25.7. Produtividade de genótipos de uma cultura hipotética em condições de deficit hídrico moderado.
Médias seguidas de mesma letra não diferem entre si pelo teste de Duncan (p < 0,05).
25.3.2 Nota de fonte bibliográfica
A nota de fonte deve ser usada sempre que a figura ou os dados/informações que nela constam já tenham sido publicados anteriormente. Na nota de fonte, é informada a fonte bibliográfica (que deve constar na lista de referências da obra), sem qualquer tipo de chamada no título ou no corpo da figura.
Se a figura for do(s) próprio(s) autor(es) da obra e nunca tiver sido publicada antes, não se faz citação da fonte.
A nota de fonte entra, sempre em linha própria, abaixo do título (ou abaixo de nota geral, se houver), precedida pela palavra “Fonte” (em fonte regular e com inicial maiúscula) e por dois-pontos. Em seguida, deve constar a citação bibliográfica (segundo as mesmas normas usadas para citações no texto — ver seção 36.1), finalizada por ponto-final (Figura 25.5). Caso o conteúdo e/ou a forma de apresentação de dados/informações/imagens tenham sofrido modificações, deve-se acrescentar, após “Fonte:”, a expressão “Adaptado de” (com inicial maiúscula e no masculino singular) e, em seguida, a citação da(s) obra(s) utilizada(s) e ponto-final.
25.3.3 Nota de crédito de autoria
Fotografias (obtidas por equipamentos operados por humano, tais como câmera, celular e drone) e ilustrações (a exemplo de desenhos, pinturas e aquarelas) são, em regra, obras artísticas, pois resultam da criação intelectual de uma pessoa física. Por isso, sempre que constarem em publicações, deve-se dar o crédito de autoria ao seu criador intelectual.
O crédito de autoria, ou seja, o nome completo (preferencialmente por extenso) ou pseudônimo do autor da obra artística deve ser grafado em posição conforme a seguir indicado.
- Fotografia — O crédito deve estar na lateral da fotografia, sem ponto-final, antecedido pela palavra “Foto” (com inicial maiúscula) seguida de dois-pontos (tudo em fonte regular). Deve estar posicionado na lateral esquerda em página par, e na lateral direita em página ímpar (Figura 25.2).
No caso de figura composta, em que cada fotografia é de um autor específico, pode-se registrar o crédito na lateral de cada fotografia ou optar pelo seguinte formato: “Fotos: Fulano de Tal (A e C); Beltrano de Tal (B)”, conforme indicado na Figura 25.5.
- Ilustração — O crédito em desenhos, pinturas, aquarelas e assemelhados deve estar em linha própria, entre o título da figura e a fonte bibliográfica (se houver). Deve estar com ponto-final, antecedido da palavra “Ilustração” (com inicial maiúscula) seguida de dois-pontos (tudo em fonte regular) (Figura 25.8).
No caso de figura contendo ilustrações de autores distintos, pode-se registrar o crédito da seguinte forma: “Ilustrações: Fulano de Tal (A); Beltrano de Tal (B)”.
Atenção
Usar expressões como “Divulgação”, “Acervo Embrapa” ou “Nome de instituição” para conferir créditos de autoria a uma fotografia ou ilustração pode gerar ações indenizatórias, pois a autoria não pode ser atribuída a pessoa jurídica, mesmo em se tratando de imagem produzida por empregado da Embrapa. A Lei de Direito Autoral (Brasil, 1998) determina que a atribuição de crédito à pessoa física é obrigatória.
Alternativamente, apenas quando todas as fotografias ou ilustrações contidas no miolo da obra forem de um único autor, as notas de crédito de autoria (em cada fotografia ou ilustração) podem ser substituídas pela inserção do nome do fotógrafo/ilustrador no verso de folha de rosto ou expediente da publicação, conforme indicado em na seção 2 e seção 6.2.2.3.2.
Fotografia e ilustração de capa
Nesse caso, o crédito deve ser dado no verso de folha de rosto ou no expediente da publicação, e não junto à imagem.
Além de crédito ao autor da figura, deve-se verificar se os direitos patrimoniais da figura foram previamente cedidos a terceiros (ver seção 43.2.2).
Para crédito de autoria de fotografia, desenho ou assemelhado cujo direito patrimonial tenha sido cedido a terceiros, deve-se informar o nome do criador da obra artística, antecedido de “Foto:” (na lateral) ou “Ilustração:” (abaixo do título), e o nome da instituição detentora do direito patrimonial da obra antecedido do símbolo de copirraite (©), separados por barra oblíqua (“/”), conforme Figura 25.9.
Observação
No caso de imagem cujo direito patrimonial já tenha sido cedido à Embrapa (esteja ou não disponível no Banco de Multimídia Embrapa) e que seja usada em obra editada pela Empresa, é desnecessário inserir a informação do copirraite. Basta informar o nome do criador da obra.
Figura 25.9. Algodoeiro (Gossypium hirsutum L.) em sistema de plantio direto sobre a palhada da cultura anterior.
Exceções
- Imagens obtidas por equipamentos automáticos, tais como satélites artificiais, não recebem crédito de autoria, mas deve-se indicar, no título da figura, o nome do equipamento, a entidade à qual pertence e/ou o projeto a que possa estar vinculada a obtenção da imagem (Direito [...], 2011). Para mais informações, ver seção 43.1.2
- Gráficos, diagramas, esquemas, infográficos e similares não recebem crédito de autoria, pois, em geral, não têm caráter artístico.
O tratamento de imagem — isto é, a melhoria de uma imagem sem alterar sua essência, quando o original não está adequado para a produção gráfica — não se caracteriza como criação intelectual de caráter artístico, mas apenas como ato técnico de tratamento. Este trabalho costuma fazer parte do serviço de diagramação da publicação como um todo (cujo profissional recebe o crédito sob o título “Diagramação” no verso de folha de rosto), mas pode ser feito por outro profissional, que, neste caso, pode receber o crédito específico (sob o título “Tratamento de imagens” no verso de folha de rosto ou expediente da publicação).
- Tratamento de fotografia — Inclui o escaneamento de fotografias originais (submetidas em papel ou diapositivo) e os ajustes de fotografias digitais (por exemplo, para retirar as imperfeições do original, equilibrar as cores, aplicar cortes, remover objetos).
- Tratamento de ilustração — Inclui os atos de redesenhar e arte-finalizar (em programas de computador indicados para a produção gráfica) desenhos, gráficos, esquemas, fluxogramas, etc., mantendo as características do original.
25.4 Chamada e disposição no texto
Para a chamada e disposição de figuras no corpo do texto, deve-se considerar as seguintes regras gerais:
Chamada — As figuras devem ser chamadas no corpo do texto, segundo sua ordem sequencial, indicando-se a palavra “Figura”, sempre com inicial maiúscula, e seu respectivo número (por exemplo, “Figura 1”). As chamadas podem vir entre parênteses ou integrar o texto e não devem ser grafadas com nenhum elemento de destaque (negrito, itálico, cor, tamanho de fonte, etc.) em relação ao restante do texto.
Exemplos:
As mudas encontram-se bem desenvolvidas e com boa formação do sistema radicular (Figura 1).
Conforme ilustrado na Figura 2, a maior taxa de crescimento de plantas ocorreu entre 30 e 45 dias após a germinação.
Quando houver chamadas referenciando várias figuras simultaneamente, não é necessário repetir a palavra "Figura" para cada uma delas — adota-se “Figuras” e os números das figuras ou o intervalo dos números das figuras.
Exemplos:
O número, o tamanho e a produtividade de frutos responderam de forma quadrática às doses de nitrogênio (Figuras 1, 2 e 9).
Como mostram as Figuras 1 a 4, os genótipos apresentam respostas específicas à indução de embriogênese somática.
Quando a figura for composta por várias imagens ou partes, a chamada de cada parte deve ser feita acrescentando-se, imediatamente depois de “Figura + número” (sem parênteses e sem espaço), a correspondente letra em maiúscula. Mesmo em chamadas que referenciem várias imagens de uma mesma figura, é necessário repetir o número para cada uma delas.
Exemplo:
Os graves problemas (especialmente os ilustrados nas Figuras 5B, 5E e 5F) levaram as instituições de pesquisa a intensificar suas ações, em busca de soluções urgentes (Leite et al., 2014).
Disposição — As figuras devem ser inseridas depois e o mais próximo possível do parágrafo em que constar sua chamada no texto (da primeira chamada, se houver mais de uma).
Figuras de todos os tipos (fotografia, ilustração, gráfico, etc.), nunca devem elaboradas ou diagramadas com molduras ou linhas de contorno externas, além das que eventualmente possam fazer parte essencial da figura.
25.5 Gráficos
Por não serem obras artísticas, figuras contendo gráficos não recebem crédito de autoria. No entanto, caso já tenham sido publicadas anteriormente (caso de reprodução), deve-se indicar a fonte bibliográfica de onde foram extraídas (para orientações, ver seção 25.3.2). Já gráficos elaborados a partir de dados do autor do texto pertencem a ele próprio; logo, não se informa fonte.
25.5.1 Identificação de eixos
As designações dos indicadores ou variáveis (quantitativas ou categóricas) dos eixos de um gráfico devem estar em paralelo ao referido eixo, grafadas por extenso, no singular, somente com a primeira palavra com inicial maiúscula e ser seguidas dos símbolos (e não dos nomes) das unidades de medida (quando for o caso) entre parênteses, conforme orientações da seção 24. Esse conjunto deve estar em negrito e, em regra, com o mesmo tamanho de fonte utilizado no título da figura ou 1 ponto menor (Figura 25.10).
Figura 25.10. Produtividade e massa de frutos de uma cultura hipotética, conforme a porcentagem de fósforo (P) aplicado via irrigação.
Exceções na grafia de unidades de medida no eixo
- Unidade de tempo — Unidades de medida de tempo (“segundo”, “minuto”, “hora” e “dia”) devem ser grafadas sempre por extenso (nunca por símbolos) e, quando indicadas entre parênteses junto ao nome da variável, devem estar no singular. Mesmo não sendo unidades de tempo, valores envolvendo semana, mês e ano devem seguir a mesma regra.
Exemplos de títulos de eixos:
Tempo (dia)
Duração (segundo) - Unidade monetária — Mesmo moeda não sendo unidade de medida, os símbolos de real (R$), dólar (US$) e euro (€) podem ser adotados nos eixos (ou no título) para indicar a unidade de variável monetária (para as demais moedas, grafar o nome por extenso). No caso de custo/valor envolvendo uma grandeza física (por exemplo, custo de produção por hectare de uma cultura e valor da tonelada de um produto), admite-se que a divisão de uma unidade monetária por uma unidade de medida seja grafada por seus respectivos símbolos, entre parênteses, desde que separados por barra oblíqua e não por expoente negativo.
Exemplos de títulos de eixos:
Custo de produção (R$/ha)
Valor (US$/t)
Se, em gráficos específicos, não houver possibilidade de identificar alguma das variáveis no corpo da figura, o símbolo da unidade pode ser indicado, entre parênteses e após o nome da variável, no título da figura (Figura 25.11).
Figura 25.11. Produtividade (t ha-1) de uma cultura hipotética, conforme a dose de nitrogênio (N) e a lâmina de água aplicada.
Quando, numa mesma figura, houver mais de um gráfico, não há necessidade de repetir as informações dos eixos em cada um quando eles (X e/ou Y) forem idênticos (mesmos título, unidade e escala), conforme exemplificado na Figura 25.12. Nesse caso, os gráficos devem estar exatamente um abaixo do outro (para um só eixo X) ou lado a lado (para um só eixo Y).
Figura 25.12. Produtividade de genótipos de uma cultura hipotética irrigados por aspersão, sulco e gotejamento em sistemas de plantio convencional (A) e orgânico (B).
25.5.2 Dados a partir da classe dos milhares
Quando o gráfico contiver variáveis com valores a partir da classe dos milhares, deve-se evitar escala em que os números, no eixo, constem com vários zeros. Por isso, a classe dos números pode ser indicada, entre parênteses, após a designação do nome da variável no eixo do gráfico, de uma das seguintes formas:
- Opção 1 – Potência de base 10 (103 para “mil”; 106 para “milhão”; 109 para “bilhão”; 1012 para “trilhão”, etc.).
- Opção 2 – Por extenso (“mil”; “milhão”; “bilhão”; “trilhão”, etc.), sempre no singular e com inicial em minúscula.
Nunca se deve abreviar as formas por extenso das classes.
Exemplos:
“mi” para “milhão” ou “milhões” ERRADO
“bi” para “bilhão” ou “bilhões” ERRADO
Ambas as opções podem ser usadas tanto para acompanhar o símbolo da unidade de medida à qual se referem (nesse caso, a indicação da classe deve estar antes do símbolo e ser dele separada por um espaço), conforme eixo Y da Figura 25.13, quanto para indicar variável quantitativa (ou seja, sem unidade de medida), conforme eixo Y da Figura 25.14. Também podem ser usadas em combinação com unidades monetárias, posicionadas antes do respectivo símbolo.
Exemplos com identificação de eixos:
“Área (103 ha)” ou “Área (mil ha)”
“Produção (1012 t)” ou “Produção (trilhão t)”
“População (109)” ou “População (bilhão)”
“Custo (106 R$)” ou “Custo (milhão R$)”
Atenção
As duas opções acima não devem ser usadas simultaneamente numa mesma obra (deve haver padronização).
25.5.3 Datas
Datas nos eixos de gráficos devem ser indicadas como orientado a seguir:
Dia e mês — Grafar o dia em algarismos arábicos (à exceção do primeiro dia do mês, que será sempre grafado em ordinal: “1º”) e o mês em sua forma abreviada em inicial minúscula (exceto “maio”, que deve ser escrito por extenso — ver seção 32.2), separados por barras oblíquas (“/”).
Exemplos:
2/abr.
15/jun.
1º/nov.
Mês — Grafar o mês por extenso (inicial maiúscula). Se não houver espaço, pode-se adotar a forma abreviada com inicial maiúscula, (exceto “Maio”, que deve ser escrito por extenso — ver seção 32.2).
Exemplo:
Fevereiro (ou Fev.)
Mês e ano — Grafar o mês em sua forma abreviada com inicial maiúscula (exceto “Maio”, que deve ser escrito por extenso — ver seção 32.2) e o ano em algarismos arábicos, separados por barra oblíqua (“/”).
Exemplo:
Nov./2020
Atenção
Algarismos arábicos, incluindo aqueles envolvendo data, não devem ser antecedidos de zero.
25.5.4 Elaboração e diagramação
Na elaboração e diagramação de gráficos, devem-se considerar as seguintes recomendações gerais:
Escala de eixos — Para evitar interpretações distorcidas de resultados, recomenda-se adotar, sempre que possível, o mesmo intervalo de escala de eixos em gráficos distintos contendo as mesmas variáveis dependente (eixo Y) e independente (eixo X). Por exemplo, todos os eixos Y com a variável “Produtividade (Mg ha-1)” na Figura 25.12 têm intervalo de escala variando de 30 a 100 Mg ha-1. Mesmo em gráficos independentes, recomenda-se evitar o uso de intervalo de escala que faça parecer que resultados não significativos são altamente impactantes, gerando interpretações equivocadas por parte do leitor.
Uso de cores — Cores devem ser usadas somente quando necessário, sempre com base no projeto gráfico definido para a obra. Em gráfico de barras, por exemplo, a identificação de barras deve ser preferencialmente em escala de cinza (Figura 25.12) ou de cor sólida adotada no projeto gráfico.
Identificação de curvas e barras — A identificação deve ser realizada prioritariamente no corpo do gráfico (Figuras 25.1, 25.10 e 25.12). Para não comprometer o entendimento, recomenda-se evitar também elementos desnecessários, como linhas de grade associadas às marcas de escala nos eixos.
25.6 Qualidade e resolução de imagens
Fotografias, ilustrações, desenhos, gravuras, gráficos, mapas, fluxogramas e similares para publicação devem ter boa nitidez, alta resolução e qualidade visual. Quando houver qualquer tipo de informação grafada na imagem, deve estar de acordo com o disposto no projeto gráfico da publicação.
Assim, gráficos, desenhos, mapas e fluxogramas com problemas de qualidade, resolução e/ou padronização devem ser refeitos, enquanto fotografias e ilustrações devem ser substituídas.
Redução/ampliação de imagens
Ao reduzir ou ampliar uma imagem, deve-se fazê-lo sem distorcer as proporções (largura/altura) da imagem original.
No caso de produção e reprodução de obras artísticas (fotografias, ilustrações, etc.), além da atenção às questões legais (ver seção 25.7), devem-se observar os seguintes cuidados:
Captura de imagens fotográficas — Fotografias para publicação precisam ter alta resolução e dimensão superior ou igual ao tamanho em que se deseja imprimi-las ou diagramá-las (seja para a capa ou para o miolo da obra). Para obter fotografias com qualidade editorial mínima, recomenda-se a regulagem da máquina digital com, no mínimo, 5 megapixels quando em condições ideais de iluminação. Evitar o uso do recurso de datar a imagem. Sempre que possível, evitar também o uso de canetas ou outros objetos para comparar tamanhos entre objetos ou para identificar doenças, por exemplo (dê preferência ao uso de réguas).
Atenção
Nunca usar programas de mensagens para o envio de arquivo, pois a resolução da fotografia será grandemente reduzida, inviabilizando seu uso em qualquer tipo de publicação.
Escolha das imagens — As imagens devem ter boa nitidez. Nunca se devem usar fotografias desfocadas, azuladas, desbotadas, superexpostas ou com problemas de contraste, pois isso resulta em perda substantiva da qualidade final de impressão. Fotografias desfocadas não podem ser corrigidas pois não existe programa de computador com essa funcionalidade.
Imagem já publicada anteriormente (caso de reprodução) — As imagens devem ser reproduzidas com nitidez, qualidade e fidelidade às obras originais. Para isso, recomenda-se procurar obter as fotografias e ilustrações originais, pois usar imagens impressas ou da web compromete a qualidade da impressão. Caso isso não seja possível e as fotografias/ilustrações sejam escaneadas, elas devem apresentar resolução de, pelo menos, 300 dpi, no tamanho mínimo de 10 x 15 cm. Em qualquer dos casos, as imagens reproduzidas, por serem obras artísticas, devem receber crédito de autoria – ver seção 25.3.3.
No caso de gráficos e fluxogramas, por exemplo, devem-se considerar ainda as seguintes recomendações gerais:
Tamanho de fonte e linhas — Letras e números grafados dentro das imagens devem ter fonte de pelo menos 6 pontos de tamanho, enquanto linhas/traços devem ter espessura de pelo menos 1 ponto.
Padronização de fonte e linhas — O uso de fonte (o tipo e o tamanho) e de linhas/traços (o tipo e a espessura) devem ser padronizados em todas as imagens de uma publicação.
Imagens escaneadas — O uso de gráficos, fluxogramas e similares escaneados deve ser evitado, pois frequentemente apresentam problemas de qualidade na imagem final gerada. Para que possam ser utilizadas, devem ser observadas as seguintes orientações:
- A imagem escaneada, quando estiver pronta para ser utilizada na publicação, deve apresentar resolução de, pelo menos, 300 dpi.
- Deve-se substituir as informações textuais e numéricas que constarem dentro das imagens para fins de resolução adequada e padronização de fonte tipográfica com as demais figuras da obra.
- Deve-se substituir cores e redesenhar linhas/traços, formas geométricas, legendas, etc. para fins de resolução adequada e padronização de estilo com as demais figuras da obra.
Atenção
Casos de escaneamento (mesmo que com 300 dpi) de imagem em tamanho reduzido demandarão posterior ampliação, o que acarreta perda de resolução da imagem final. Nesses casos, o escaneamento deve ser feito em resolução maior.
Transferência de gráficos — A transferência de gráficos (elaborados em programas próprios) para programas de desenho vetorial deve ser feita usando a opção “colar especial” como “metarquivo avançado” (formato EMF). Dessa forma, o gráfico será transcodificado para um formato vetorial editável, podendo ser modificados os textos, as cores, as linhas, as retículas, etc. nele contidos. O mesmo vale para fluxogramas, mapas e similares.
25.7 Questões legais sobre o uso de obras artísticas
O autor de uma fotografia, ilustração ou assemelhado detém o direito moral sobre sua criação, mas pode ceder o direito patrimonial a terceiros. Por isso, sempre que se quiser incluir fotografias e ilustrações em publicações da Embrapa (tenham ou não já sido publicadas anteriormente), deve-se verificar previamente em que situação patrimonial se encontram e adotar o procedimento adequado. Para informações sintetizadas sobre o tema, ver seção 43.2.2.
Atenção
Independentemente da origem da imagem, nunca se deve deixar de atribuir crédito ao autor da imagem, porque o direito moral dele sobre a imagem é inalienável.
Além das questões relacionadas aos direitos moral e patrimonial de uma obra artística, a imagem a ser usada pode apresentar restrições de uso, de manipulação ou ainda, no caso de fotografia com imagem reconhecível de pessoa, de direito de imagem. Nesses casos, devem-se adotar as seguintes recomendações gerais.
Imagem com restrição de uso — Mesmo que haja contrato de uso de uma imagem ou mesmo no caso de imagem proveniente de bancos de imagens gratuitos, deve-se verificar, antes de publicá-la, se a licença ou permissão determina ou não o seu uso restrito; por exemplo, se permite uso somente na capa ou no miolo da publicação, em fôlder, etc. A verificação prévia dessas informações é imprescindível para não acarretar problemas legais.
Fotografia com imagens de pessoas — Antes de publicar fotografias que contenham imagens reconhecíveis de pessoas, deve-se verificar a existência de autorização do(s) retratado(s). Esse cuidado é necessário tanto para fotografias produzidas por empregados da Embrapa ou que retratem empregados da Embrapa, quanto para fotografias produzidas por autores não vinculados à Embrapa ou que retratem pessoas não pertencentes à Empresa. A responsabilidade por obter o consentimento de uso de imagem da pessoa retratada é do autor da fotografia (não da Embrapa) por meio de documento ou termo de autorização de uso da imagem. De qualquer forma, ao autorizar, ceder ou licenciar o uso de fotografias à Embrapa, o autor já declara, nas minutas-padrão (ver seção 43.2.2), ter a autorização para uso das imagens de pessoas retratadas nas fotografias.
Edição de imagens — Quando da diagramação, não se deve manipular digitalmente (fazer o tratamento de) uma imagem sem antes obter do autor autorização para isso, seja qual for a modificação feita (alteração de cores, aplicação de cortes, remoção de objetos, montagens, etc.). A autorização para tais tipos de modificações já consta da minuta pré-aprovada do Termo de Cessão de Direitos Patrimoniais, mas não da minuta pré-aprovada do Termo de Licenciamento de Uso de Imagem (Embrapa, 2022b).
Atenção
Nunca utilize fotografias de outras publicações impressas, nem de qualquer outro tipo de suporte, sem antes questionar sua procedência quanto a direitos autorais.
Lembrete
- Os Termos de Licenciamento e Cessão são minutas pré-aprovadas pela Assessoria Jurídica da Embrapa (AJU) (Embrapa, 2022b). Entretanto, caso seja necessário redigir novos termos, deve-se submetê-los à AJU antes da assinatura das partes para verificação da validade legal desses instrumentos.
- No caso de imagem elaborada por empregado da Embrapa, o autor deve assinar o Termo de Cessão de Direitos Patrimoniais e não o Termo de Licenciamento de Uso de Imagem (ver seção 43.2.2).






