Rastreabilidade
Desde a virada do século, a Embrapa trabalha com o tema “Conhecendo a carne que você consome”, coincidindo com a introdução do conceito “rastreabilidade” na bovinocultura brasileira. O objetivo é fazer com que a informação do processo produtivo chegue ao consumidor, para que ele seja capaz de identificar as diferenças no produto final e passe a valorizar aquele que mais lhe agrada.
Desde então, uma série de progressos técnico-científicos foram obtidos. Para as fazendas, estão disponíveis sistemas eletrônicos de identificação animal (bolus, brincos e bottons) e programas computacionais que registram o desempenho zootécnico e as ocorrências sanitárias ao longo da vida do animal. Para os frigoríficos, sistemas de leitura de dispositivos de identificação nos animais e geração de etiquetas para identificação das carcaças, que, posteriormente, podem ser lidas para gerar etiquetas para os cortes, contendo a conexão com as informações dos animais. Para os consumidores, o acesso às informações sobre a rastreabilidade do produto que ele quer adquirir poderá ser feito usando celulares. Algumas iniciativas comerciais já estão disponíveis e o consumidor já consegue saber a fazenda na qual o animal foi criado.
A rastreabilidade dentro das indústrias frigoríficas caminha a passos largos e começa a contribuir para a melhora da cadeia. Afinal, só se pode evoluir quando se conhece o produto gerado ao final do processo.