Embrapa Uva e Vinho 45 anos

Principais Contribuições para a Vitivinicultura e Fruticultura de Clima Temperado Brasileiras

Programa de Melhoramento Genético ‘Uvas do Brasil’: Ao longo de 43 anos de existência, o Programa de Melhoramento “Uvas do Brasil” foi responsável pelo desenvolvimento e lançamento de 20 novas cultivares de uvas de mesa e para processamento adaptadas às diferentes condições climáticas brasileiras. Destaque para a ‘BRS Vitória’, cultivar de uva de mesa preta, sem sementes que conquistou brasileiros e estrangeiros e promoveu uma verdadeira revolução no Semiárido Brasileiro, aumentando a competitividade dos viticultores localizados no principal polo produtor e exportador de uvas de mesa do Brasil.

Para o processamento, menciona-se a cultivar para elaboração de sucos BRS Magna que, além de se adaptar às diferentes regiões produtoras, agregou cor, aroma e produtividade ao produto final. As diferentes cultivares lançadas para processamento de sucos, além de ampliar o período de colheita das uvas na região Sul, otimizando a estrutura de processamento, permitem elaborar produtos com qualidade e tipicidade adequada aos diferentes paladares.

 

Programa de Melhoramento Genético de Pereira: Trabalho permanente para o desenvolvimento de cultivares de pereira melhor adaptadas às condições brasileiras, visando a viabilidade técnica e econômica da atividade e, assim, atender a demanda dos produtores e consumidores, criando uma perspectiva para a diminuição das importações da fruta.

 

 

Mudas de Videira de Qualidade Superior: O potencial produtivo de qualquer cultura depende basicamente da qualidade do material vegetativo. Desde a criação da Unidade, diversas ações de pesquisa foram realizadas para qualificar a produção de material vegetativo a partir do trabalho pioneiro de limpeza clonal, realizada pelas equipes de virologia e de cultura de tecidos na década de 80.  A partir do domínio dessas técnicas, foi estabelecido um Programa Nacional, cujo objetivo era disponibilizar material básico de videira com qualidade fitossanitária superior, em parceria com viveiristas acompanhados por um sistema de certificação voluntário. Através do programa, a Embrapa atua em parceria com o setor privado, na capacitação e acompanhamento técnico de viveiristas que automaticamente disponibilizam materiais genéticos de alta qualidade e potencial produtivo  dentro de padrões internacionais. Por outro lado, o programa retroalimenta as cultivares protegidas comercializadas, valorizando a propriedade intelectual da Embrapa, minimizando a biopirataria e valorizando a tecnologia nacional. (/uva-e-vinho/cultivares-e-porta-enxertos)

 

Indicações Geográficas: A atuação da Unidade, ainda na década de 1990, foi fundamental para fomentar a estruturação de indicações geográficas junto ao setor vitivinícola nacional. O primeiro projeto da Embrapa Uva e Vinho resultou na organização e registro da primeira Indicação Geográfica do Brasil: o Vale dos Vinhedos. Com base nesse modelo de referência, a equipe da Unidade coordenou tecnicamente, com diversos parceiros e associações de produtores, a conquista de outras sete Indicações Geográficas já registradas (Indicação de Procedência Vale dos Vinhedos, Pinto Bandeira, Altos Montes, Monte Belo, Farroupilha e Campanha Gaúcha e Denominação de Origem Vale dos Vinhedos). No momento, estão em fase de estruturação para reconhecimento, três outras IGs de vinhos: IP Vale do São Francisco, IP Vinhos de Altitude de Santa Catarina e DO Altos de Pinto Bandeira. As indicações geográficas são importantes para qualificar e dar competitividade à produção vitivinícola brasileira, sendo referência para as demais cadeias produtivas no Brasil. (/uva-e-vinho/indicacoes-geograficas-de-vinhos-do-brasil)

 

Apoio à expansão da vitivinicultura no território nacional: Além dos avanços na consolidação da vitivinicultura em regiões tradicionais, a Embrapa Uva e Vinho ofereceu suporte tecnológico e possibilitou a expansão da vitivinicultura para novos polos de produção, com ênfase nas regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste. No Vale do São Francisco, possuiu um papel fundamental em viabilizar a elaboração de suco em escala comercial, seja nos testes e validações de cinco cultivares utilizadas atualmente (‘Isabel Precoce, ‘BRS Magna’, ‘BRS Violeta’, ‘BRS Carmem’ e ‘BRS Cora’) e também nos ajustes nos protocolos de elaboração dos sucos, com a adoção de diferentes blends.  Pesquisas para identificar as cultivares mais promissoras, os melhores sistemas de produção de uvas e os métodos de elaboração também foram fundamentais para o aprimoramento da qualidade e a divulgação dos vinhos tropicais do Vale do São Francisco, tanto nacional como internacionalmente. No segmento dos vinhos finos/nobres, o desenvolvimento de pesquisas técnico-científicas embasou os investimentos e o início da produção comercial de vinhos de inverno na Chapada Diamantina-BA. Nas regiões de clima temperado, o apoio ao desenvolvimento de novos polos de produção incluiu a caracterização dos primeiros vinhos elaborados, o estudo e validação de técnicas e processos de vinificação adaptados às condições de cada região, bem comoo desenvolvimento de novos produtos, como espumantes tintos e vinhos licorosos.

 

Qualificação dos vinhos coloniais: Historicamente, a Embrapa Uva e Vinho tem dado apoio a produtores de vinho em pequena escala, no segmento da agricultura familiar: desde a década de 1970, cursos, orientações técnicas, publicações e tecnologias vêm sendo disponibilizados a um grande número de vitivinicultores. Em parceria com outras instituições ( Emater-RS, Prefeitura Municipal de Bento Gonçalves, SEAPA-RS, MAPA, IFRS e UFRGS) desde 2011, atuou em quatro eixos:  apoio técnico aos legisladores que estavam preparando a lei do vinho colonial, em nível nacional; capacitação em viticultura e enologia aos agricultores vinculados ao programa de qualificação em Bento Gonçalves; promoção de ações de divulgação do vinho colonial e articulação com instituições relevantes para que a lei e as ações de qualificação, após efetivadas, dessem resultado e impactassem positivamente os produtores.  Como resultados, destaca-se a a aprovação da lei 12.959/2014 e a formalização dos primeiros produtores de vinho colonial, em 2017.

 

Cadastro Vitícola: A unidade foi responsável pela criação e manutenção, desde 1995, da maior base de dados da vitivinicultura brasileira, que é referência para a proposição de políticas públicas, avaliação setorial e para o controle e fiscalização da produção. Atualmente, está sendo referência e apoiadora da criação do Cadastro Vitivinícola Nacional, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. (/uva-e-vinho/cadastro-viticola), conforme Portaria expedida pelo próprio Ministério.

 

 

Avaliação Nacional de Vinhos: A Embrapa Uva e Vinho foi uma das organizadoras da primeira edição em 1993, e a partir de 1994, sob a organização Associação Brasileira de Enologia (ABE), a empresa de pesquisa assumiu a sua coordenação técnica. Com isso, tem a responsabilidade de acompanhar desde a coleta dos vinhos, a avaliação dos enólogos e apresentar a lista dos 16 vinhos mais representativos de cada safra, em um grande evento, consolidado como a grande celebração do vinho brasileiro. Através da ANV a Embrapa acompanha a qualidade, os avanços da produção e as características dos vinhos brasileiros, identificando oportunidades para as pesquisas em viticultura e enologia.

 

ZARC Uva: A unidade liderou o novo Zoneamento Agrícola de Risco Climático da cultura da videira (ZARC Uva) para todo o território nacional. É uma ferramenta crucial para o apoio à tomada de decisão para o planejamento e a execução de atividades agrícolas, para políticas públicas e, notadamente, à seguridade agrícola. Ele permite a indicação, por município, dos períodos mais adequados para a produção da cultura, considerando as características do clima, o tipo de solo e ciclo de cultivares, de forma a evitar que adversidades climáticas coincidam com as fases mais sensíveis da cultura, minimizando as perdas agrícolas. O zoneamento anterior para a videira abrangia apenas seis estados, sendo que cada um estabelecia seus próprios critérios técnicos, o que limitava a padronização dos índices em nível nacional. Mesmo dentro desses estados, diversos municípios com atividades vitícolas estavam fora do zoneamento em função de inadequações nos critérios anteriores empregados. O Novo ZARC Uva permitiu a unificação dos índices técnicos em todo o país e ampliou o número de municípios e de produtores com acesso a políticas agrícolas e/ou programas governamentais. Como a maior parte da produção da cultura é proveniente de pequenas propriedades, esse instrumento torna-se uma grande contribuição para a sustentabilidade socioeconômica de diversas famílias e regiões brasileiras.  /busca-de-noticias/-/noticia/42992141/novo-zoneamento-agricola-de-risco-climatico-da-uva-e-publicado

 

Produção Integrada: A unidade foi pioneira na temática da Produção Integrada, liderando o processo de organização da Produção Integrada de Maçã, primeira fruta certificada pelo sistema no Brasil. Com base nessa experiência, as equipes lideraram ou apoiaram outros programas, como a Produção Integrada de Morango, de Pêssego e mais recentemente, de Uva para Processamento. A Produção Integrada é um sistema viável técnica e economicamente, com uma marcante redução no uso de agroquímicos, garantindo a qualidade da produção, redução no impacto ambiental, maior segurança do alimento e menor risco de contaminação aos trabalhadores. Também possibilita uma organização do setor produtivo, fortalecendo a imagem dos produtos brasileiros no mercado nacional e internacional. Atualmente o programa se transformou numa política pública, coordenada pelo Ministério da Agricultura, sendo ampliado para as principais cadeias produtivas e nominado ‘Sistema de Produção Integrada Agropecuária da Cadeira Agrícola’.

 

Manejo Integrado de pragas e doenças da videira e das frutíferas de clima temperado: A equipe de fitossanidade tem atuado na mitigação do impacto de espécies invasoras que ameaçam a produção brasileira. Nesse sentido merece destaque o Programa Nacional de Erradicação da Cydia pomonella (primeira praga agrícola erradicada com sucesso no Brasil), realizado em parceria com o Ministério da Agricultura e o setor produtivo, com a coordenação técnica ao longo de 20 anos pela Embrapa Uva e Vinho, o qual garantiu ao Brasil a classificação de  país livre da principal praga das pomáceas em todo o mundo, além de ser a. Ao longo dos anos, a equipe atuou desenvolvendo e validando tecnologias que visam racionalizar o uso de agrotóxicos, além de coordenar programas em parceria como o setor público e privado. Adicionalmente merece destaque: de forma pioneira, nos anos 1990, a unidade validou e recomendou o emprego de produtos à base do fungo Trichoderma para o controle biológico de podridão de raízes da macieira. Essa foi a primeira  vez que um agente biológico foi utilizado comercialmente, o que hoje é um prática amplamente empregada no país em diferentes cultivos. Outra contribuição da Embrapa Uva e Vinho foi a Criação da estrutura física do Centro de Controle da mosca-das-frutas sul americana (Moscasul), que servirá para a implantação de um programa de monitoramento e controle dessa praga, através da liberação de insetos estéreis e parasitoides, visando o manejo integrado da praga, em conjunto com ações de manejo, envolvendo o emprego de iscas tóxicas e da captura massal.

Nos anos 90 foi celebrado um importante convênio entre a Embrapa e entidades setoriais, visando o desenvolvimento do feromônio sexual da Bonagota salubricola (lagarta-enroladeira) para o monitoramento desta praga nativa da região Sul,que causava importantes prejuízos aos produtores de maçã. Hoje, essa tecnologia é empregada amplamente para o manejo da praga nos pomares..

Participação ativa no Programa Nacional de Prevenção e Controle do Cancro Europeu das Pomáceas, colaborando com a contenção da doença, que ameaça os pomares brasileiros de maçã, através de diversas ações de pesquisa.

Recomendações para o monitoramento e controle da Drosophila suzukii, uma das mais importantes pragas quarentenárias em expansão mundial, sem a aplicação direta de produto nos frutos, mas com o uso de uma série de medidas de controle que incluem o uso de  armadilhas, solarização dos frutos atacados, manejo dos pomares e uso de fungos entomopatogênicos no controle do inseto.

 

Fruticultura de Precisão: Integrando a Rede Embrapa de Agricultura de Precisão, a Unidade foi responsável por auxiliar na introdução deste novo conceito em culturas perenes. Destaque para o conceito da necessidade de estabelecimento e uso de banco de dados para gerenciamento das áreas conforme a variabilidade espacial e temporal e a importância do impacto da variabilidade espacial na fruticultura perene, que  deve ser focado somente nos primeiros anos de instalação das áreas e, que após isto, deve-se introduzir o impacto da variabilidade temporal conectando as informações. Atualmente está em desenvolvimento a instrumentação computacional para auxílio na instrumentação de pomares e vinhedos. Já na viticultura, destaca-se o uso de imagens de satélite e sensores terrestres para inferir doenças da videira por processamento de imagens e espectrorradiometria. Também destacam-se a análise do relevo por sistema de informações geográficas - SIG, utilizando modelo digital de elevação pela altimetria, declividade e exposição solar, dentro da parcela e comparando parcelas de uma mesma propriedade. Todas estas ferramentas visam auxiliar os produtores e técnicos na tomada de decisões de manejo dos pomares e  vinhedos.

 

Herança de caracteres de interesse agronômico: pesquisas realizadas na fronteira do conhecimento permitiram desvendar e identificar genes responsáveis por características de interesse agronômico. Na videira, foi identificado o locus gênico majoritário responsável pelo desenvolvimento da semente. Na macieira, foi identificado o locus principal de controle da percepção do frio. Pesquisas em andamento visam a exploração desse conhecimento visando sua utilização no melhoramento e na geração de ativos biotecnológicos.

 

Banco Ativo de Germoplasma de Uva: Também conhecido como BAG Uva, é o maior acervo de material genético de videira da América Latina com 1.400 acessos, com a curadoria da Embrapa Uva e Vinho. Nesta coleção, é possível recuperar espécies e identificar características de interesse para o no desenvolvimento de uma nova cultivar, sendo a base para o Programa de Melhoramento. A disponibilização de avaliações relacionadas às características do cacho e da baga, à fenologia e produção, à composição química do mosto e à incidência de doenças estão catalogadas e disponíveis ao público no Portal da Embrapa Uva e Vinho.

 

 

Coleção Institucional de Leveduras da Embrapa: O banco de leveduras é uma Coleção Institucional, com quatro mil e quinhentas linhagens de leveduras coletadas nas principais regiões vitivinícolas no Brasil.  Os microrganismos foram coletados, isolados, identificados, caracterizados e são mantidos a 80 graus negativos. As leveduras são exclusivas de cada localidade e foram selecionadas visando aumentar a diferenciação entre as regiões, e dar uniformidade ao conferir ao vinho local uma identidade única, apoiando os vinhos das diferentes Indicações Geográficas.

 

Adubação dos Pomares de Macieira: A evolução contínua dos sistemas de manejo na cultura da macieira demandou a adequação permanente das tecnologias para auxiliar os produtores e técnicos no manejo da fertilidade do solo dos pomares. Desde 1987, a Embrapa Uva e Vinho conduz experimentos de adubação via solo para estabelecer recomendações técnicas para a adubação na cultura da macieira. O Novo Manual de Calagem e Adubação para os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, publicado em 2016, traz as recomendações atualizadas de calagem, adubação de pré-plantio e adubação de manutenção para a cultura.

 

 

Irrigação e Fertirrigação em Macieira: A Embrapa Uva e Vinho foi pioneira no desenvolvimento de pesquisas com irrigação e fertirrigação em macieira no Sul do Brasil. Após vários anos de pesquisas, os resultados mostram que essas tecnologias aumentam a produtividade e qualidade dos frutos. O uso da irrigação e fertirrigação já na implantação do pomar favorece o desenvolvimento inicial das plantas, aumentando a estrutura vegetativa das plantas e antecipando a produção. Estes resultados positivos ocorrem justamente quando são observados frequentes cenários de déficits hídricos nos solos durante o período de desenvolvimento vegetativo da cultura, o que tem levado a um número crescente de produtores a adotar o uso destas tecnologias.

 

Manejo da irrigação em videiras: soluções tecnológicas para uso eficiente da irrigação em vinhedos, visando a redução das perdas de água, nutrientes e energia, e o aumento da produtividade e da qualidade final dos produtos. (/uva-e-vinho/planilhas-irrigacao-de-videiras)

 

 

 

Uso de telas antigranizo: recomendações técnicas para minimizar os riscos de perdas por ocorrência do granizo e garantir uma produção de qualidade com o uso de telas antigranizo nos pomares.

 

 

Biobed Brasil: sistema para ser utilizado pelos produtores como um método de descarte adequado para os resíduos e sobras de caldas de agrotóxicos na propriedade rural. O Sistema é constituído de uma estrutura simples, originalmente um fosso cavado no solo, impermeabilizado ou não, preenchido com uma mistura de solo agrícola, palha e turfa, denominado substrato, sobre o qual é plantado uma cobertura de grama que irá receber os resíduos de agrotóxicos. (/busca-de-solucoes-tecnologicas/-/produto-servico/2775/biobed-brasil---disposicao-final-de-efluentes-contaminados-com-agrotoxicos-originados-na-agricultura)

 

 

 

Gestfrut: Sistema que oferece uma alternativa para análise de indicadores econômico-financeiros de onze frutas de clima temperado: ameixa, amora-preta, caqui, framboesa, kiwi, maçã, mirtilo, morango, pera, pêssego e uva. Possibilita efetuar estimativas e análises econômicas e financeiras nas fases de produção do vinhedo ou pomar, bem como de pós-colheita (se houver). A tecnologia é uma importante ferramenta para a tomada de decisão por parte do produtor e do técnico. (/uva-e-vinho/GestFrut)

 

Sistema CCM: A produção de vinhos no mundo é encontrada em muitos tipos de clima. O Sistema de Classificação Climática Multicritérios Geovitícola (Sistema CCM) foi desenvolvido para melhorar a caracterização do clima vitícola das regiões produtoras de vinho no mundo. Por ser multicritério (três índices climáticos vitícolas sintéticos e complementares: Índice Heliotérmico - IH, Índice de Frio Noturno - IF e Índice de Seca - IS), ele ampliou a caracterização dos fatores climáticos que implicam na adaptação das variedades, na qualidade de uva (açúcar, acidez, cor, aroma) e na tipicidade dos vinhos, antes pouco discriminadas pelos índices climáticos monocritérios até então disponíveis. O sistema pode caracterizar o clima vitícola de qualquer região produtora e os grupos climáticos da viticultura mundial, servindo de sistema de referência para a viticultura mundial, também possibilitando um termo de comparação do clima vitícola de diferentes regiões do mundo. Centenas de artigos técnicos e científicos já foram produzidos no mundo utilizando elementos do Sistema CCM desenvolvido pela Embrapa Uva e Vinho, em parceria com a ENSA Montpellier da França (/uva-e-vinho/ccm-geoviticola)

 

Suquificador Integral: solução tecnológica que viabiliza a elaboração desuco de uva integral em pequenos volumes, sem incorporação de água. O equipamento foi pensado e projetado para ser de fácil uso e é ideal para os pequenos viticultores. Para um melhor aproveitamento, também pode ser utilizado na elaboração de sucos integrais de outras frutas como morango, amora e tomate.

 

 

Taça Oficial do Espumante Brasileiro: Desenvolvida por meio de uma parceria entre Embrapa Uva e Vinho, Associação Brasileira de Enologia (ABE) e Cristallerie Strauss, a Taça Oficial do Espumante Brasileiro, ideal para potencializar as características específicas do produto brasileiro, de sabor fino e refrescante. Confeccionada artesanalmente em fino cristal, ela apresenta linhas finas e elegantes, um bojo sinuoso que valoriza a formação do perlage (borbulhas), uma boca estreitada que concentra a liberação de aroma e um encaminhamento da nobre bebida para o prazer dos consumidores.

 

 

 

Uzum:  sistema especialista que se propõe a apoiar extensionistas, consultores e técnicos em geral, bem como estudantes e produtores rurais no diagnóstico rápido de doenças, pragas e outros distúrbios fisiológicos de espécies frutíferas de forma simples, amigável e intuitiva. O sistema contempla as culturas da Uva, Maçã, Morango e Pêssego e foi desenvolvido pela Embrapa Uva e Vinho, em parceria com a Embrapa Clima Temperado (Uzum-Morango e Uzum-Pêssego) e Instituto Federal do Rio Grande do Sul (Uzum-Uva).