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O cultivo do tomateiro requer a utlização de uma série de insumos que são fundamentais para a manutenção das condições nutricionais e sanitárias das plantas durante todo o ciclo da cultura. Essses insumos podem ser divididos em adubos e corretivos, defensivos e equipamentos. 

Exitem diversos tipos de adubos que podem ser utlizados na adubação do tomateiro. Esses podem ser tanto de origem mineral ou orgânica, variando grandemente suas técnicas de aplicação, composição química, velocidade de absorção pela planta, custo etc. Dentre as principais formas de adubação utilizadas em função dos tipos de adubos mais usados, pode-se citar:

Adubação mineral

Seguindo as orientações da análise de solo, existem inumeros tipos de adubos químicos que podem corrigir as deficiências do solo e suprir as necessidades nutricionais das plantas, incluindo fertilizantes separados e formulações. As formulações 4 – 14 – 8 e a 4 – 30 – 16 são as mais utilizadas na adubação de base (aduação antes do transplantio) Cada elemento químico presente no adubo, tem função específica no desenvolvimento da planta. 

No caso do tomate de mesa, as adubações de cobertura são parceladas de acordo com o desenvolvimento da cultura. É recomendada que sejam feitas quinzenalmente para a tender a constante extração dos nutrientes pelos frutos.

No tomate com finalidade industrial a adubação de cobertura é feita a partir dos 25 a 30 dias após o transplantio. São indicadas três adubações de cobertura com intervalo que pode variar de 7 a 14 dias entre elas, em função da condição nutricional da planta.

O pH do solo é de fundamental importância para que as plantas consigam extrair os nutrientes. Os níveis de acidez variam de 0 a 14, onde quanto mais próximo de 0, mais ácido, e quanto mais próximo de 14, mais alcalino. Solos com pH ácido, como ocorre na grande maioria dos solos brasileiros, afetam a disponibilidade de nutrientes, influenciando a assimilação pelas plantas. 

Os solos com pH ácido podem ser corridos pela operação de calagem. O volume e o tipo de calcários (calcítico ou dolomítico) necessários para esta correção também são calculados em função da análise de solo. A disponibilidade de macronutrientes (N, P, K, Ca, Mg e S) e do micronutriente B é baixa quando o pH do solo encontra-se próximo ou abaixo de 5,0, atingindo o máximo quando o pH encontra-se ao redor de 7,0. Para os micronutrientes (Fe, Cu, Mn e Zn), a disponibilidade é maior em condições de solos ácidos.


Adubação orgânica

A adubação orgânica tem como fundamento básico a utilização de resíduos de origem animal, vegetal, agroindustrial e outros. Ela deve ser feita de acordo com a disponibilidade desses insumos na propriedade. A aplicação deve ser feita com a antecedência de pelo menos quinze dias antes do transplante, misturado ao adubo químico de plantio e à terra.  

De maneira geral, cerca de 50% do nitrogênio, 30% do fósforo e 70% do potássio adicionados como esterco, que deverá ser curtido, estão plenamente disponíveis para as plantas. 

As vantagens do uso da adubação orgânica são:

  • Aumento da capacidade do solo em absorver elementos prejudiciais às plantas, como o alumínio, e oferecer outros elementos benéficos como o potássio ou o cálcio (troca de cátions), notadamente em solos arenosos ou intemperizados;
  • Contribui para uma maior agregação das partículas do solo, que garante uma melhor estruturação do mesmo, favorecendo as operações de preparo, amontoa e cultivos;
  • Aumenta a capacidade de retenção de água;
  • Estabiliza a temperatura do solo, causando menor estresse às raízes;
  • Aumenta a disponibilidade de nutrientes pelo processo de mineralização;
  • Contribui para a diminuição da fixação do fósforo no solo.

O tomateiro é uma planta bastante suscetível ao ataque de pragas e doenças. A pressão exercida pelas práticas inadequadas de cultivo, como exemplo a ausência de rotação de cultura, a busca por materiais cada vez mais produtivos comprometeu, em algumas situações, os genes de resistência que as antigas cultivares apresentavam.

Existe, atualmente, uma gama de defensivos registrados para a cultura e o foco de ação destes produtos é o combate a insetos pragas, fungos e bactérias que causam prejuízos consideráveis a cadeia produtiva, principalmente ao produtor.

Para maiores informações sobre os defensivos utilizados na tomaticultura, consultar site do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Agrofit - http://extranet.agricultura.gov.br/agrofit_cons/principal_agrofit_cons

Para o controle químico de doenças há um grande número de produtos disponíveis no mercado e de acordo com o fabricante, citam-se:

Princípio ativo Doença 
Clorotalonil+ Oxicloreto de cobre   Requeima e Mancha Stemphylium
Hidróxido de cobre Mancha Bacteriana
Clorotalonil Mancha de Alternária e Requeima
Estrobirulina Mancha de Alternária e Septoriose 
Captana Mancha de Alternária e Requeima
Cimoxanil+ mancozebe Requeima
Tiofanat-metílico Mofo cinzento, Mancha de Cladosporium, Podridão de Sclerotinia, Septoriose
Procimidona  Mancha de Alternária e Podridão de sclerotinia
Difenoconazol  Mancha de Alternária e Septoriose

 

Dos herbicidas mais utilizados no controle de plantas invasoras pode-se citar: 

Princípio ativo  Planta invasora  
Metribuzim Controle de folha larga (Mentrasto, Apaga-fogo, Caruru-roxo, Picão-preto, Mostarda, Mastruço, Carrapicho Beiço-de-boi, Falsa-serralha, Picão-branco, Catirina, Corda-de-viola, Joá-de-capote, Quebra-pedra, Cipó-de-veado, Beldroega, Nabo-bravo, Poaia branca, Flor de almas, Guanxuma, Serralha, Pega-pingo
Fluazifop - P - butílico Controle de folha estreita (Aveia-preta, Capim-braquiária, Capim-marmelada, Capim carrapicho, Grama-seda, Capim-colchão, Capim-arroz, Capim pé de Galinha, Arroz Vermelho, Capim custódio, Cana de açúcar, capim massambará, trigo, milho
Cletodim Controle de folha estreita (Capim marmelada, Capim carrapicho, Capim colchão, Capim amargoso, Capim arroz, Capim Pé-de-galinha, Capim penacho, Arroz vermelho, Capim colonião, Milheto, Capim camalote, capim Rabo de Raposa, Capim Massambará, Trigo, Milho

O cultivo do tomate de mesa têm maior necessidade de mão-de-obra devido ao seu sistema de cultivo envarado e às colheitas escalonadas. Mas ainda assim é bastante representativo a aplicação mecanizada de defensivos e também, em mercados mais exigentes a utilização de equipamentos de classificação, seleção e lavagem de frutos.