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O controle de insetos e ácaros do tomateiro não se restringe apenas ao controle químico ou biológico. Um manejo eficiente é obtido com a adoção das seguintes recomendações:

  • Adotar rotação de culturas.
  • Destruir os restos culturais imediatamente após a colheita.
  • Manter a lavoura livre de plantas daninhas e outras hospedeiras de insetos e ácaros.
  • Utilizar cultivares mais adaptadas à região.
Essas medidas requerem uma mudança de atitude dos produtores que, em conjunto e de forma organizada devem:
  • Concentrar os plantios em cada microrregião no mais curto espaço de tempo.
  • Utilizar os insumos recomendados de maneira racional, coordenada e articulada, de modo que os problemas comuns à cultura sejam enfrentados por todos ao mesmo tempo.
  • Desinfestar sistematicamente os vasilhames e os meios de transporte, para reduzir as condições de disseminação das pragas entre regiões.
  • Fazer inspeções periódicas das áreas de produção, dando especial atenção às bordas dos campos e aos locais onde há maior incidência de plantas daninhas, pulverizando essas áreas.
  • Obedecer às recomendações de controle dos insetos e ácaros quanto ao produto, dosagem, horário e freqüência de pulverizações.

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Broca grande

A broca grande tem pouca importância econômica no sistema de produção de tomate devido às altas dosagens de agrotóxicos e a frequência de pulverizações para controlar a traça-do-tomateiro. Contudo, na ausência de controle químico, poderá causar até 80% de danos nos frutos.

A broca grande prefere ovipositar em folhas próximas de flores do que diretamente nas flores, nos frutos ou nas hastes do tomateiro.


Broca pequena

A broca pequena ocorre à partir do início do florescimento. As larvas crescem no interior do fruto, alimentando-se da polpa, abrindo galerias. Saem para empupar no solo, deixando um orifício. Os frutos danificados ficam inutilizados  para a comercialização e consumo.

As pulverizações para controle deste inseto devem ser iniciadas à partir do florescimento. O jato de pulverizações deve ser dirijido aos botões florais e frutos.

A mosca-branca Bemisia tabaci (Gennadius, 1889) é conhecida no Brasil desde 1923, associada a plantas daninhas e a plantas cultivadas, sendo considerada importante vetor de vírus, como o mosaico-dourado do feijoeiro. Em 1993, foi constatada em plantas de tomate e de repolho por técnicos da Embrapa Hortaliças, associada aos sintomas de geminivírus. Diferenças comportamentais foram observadas na espécie, entre elas maior agressividade. Surtos populacionais severos têm sido registrados nos últimos anos, com grandes perdas relacionadas aos sintomas generalizados de geminivírus nos Estados de Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Pernambuco (Submédio São Francisco) e no DF.
 
Taxonomia
Também denominada B. tabaci raça B ou Bemisia argentiofolii pertence à classe Hemiptera Sternorrhyncha, família Aleyrodidae, subfamília Aleyrodinae.
 
Descrição
O ovo, de coloração amarela, apresenta formato de pera e mede cerca de 0,2 a 0,3 mm. Apresenta um pedicelo que o prende ao tecido da planta. As ninfas são translúcidas e apresentam coloração amarela a amarelo-pálida (Figura 1). O adulto possui quatro asas membranosas, cobertas de partículas cerosas, assim como o resto do corpo. A cabeça é mais ou menos arredondada, com longas antenas. Nessa fase, possui 3 pares de longas e finas patas; as asas anteriores são um pouco maiores que as posteriores. Os adultos da mosca-branca são de coloração amarelo-pálida (Figura 2). Medem de 1 a 2 mm, sendo a fêmea maior que o macho. Quando em repouso, as asas são mantidas levemente separadas, com os lados paralelos, deixando o abdome visível.
 
Fotos: Carlos Solano
Figura 1. Adulto de mosca-branca. Figura 2. Ninfas de mosca-branca.
 
Biologia
A mosca-branca apresenta metamorfose incompleta e apresenta reprodução sexual ou por partenogênese. A longevidade do inseto depende da alimentação e da temperatura. Do estágio de ovo ao de adulto o inseto pode levar de 18 a 19 dias (com temperaturas médias de 32 °C). Os ovos são depositados pelas fêmeas de maneira irregular, na parte inferior da folha. A duração dessa fase é de seis a sete dias, em tomate. A fase jovem ou ninfa passa por quatros estádios e dura cerca de 4 a 8 dias. O 4º estádio, é também chamado de pseudopupa porque o inseto reduz o seu metabolismo e não se alimenta. O adulto voa principalmente impulsionados pelo vento, podendo alcançar altitudes elevadas. A fêmea coloca de 100 a 300 ovos durante toda a sua vida. O acasalamento inicia em torno de 12 horas após a emergência do adulto, ocorrendo diversas vezes durante a vida.
 
A mosca-branca apresenta metamorfose incompleta e apresenta reprodução sexual ou por partenogênese. A longevidade do inseto depende da alimentação e da temperatura. Do estágio de ovo ao de adulto o inseto pode levar de 18 a 19 dias (com temperaturas médias de 32 °C). Os ovos são depositados pelas fêmeas de maneira irregular, na parte inferior da folha. A duração dessa fase é de seis a sete dias, em tomate. A fase jovem ou ninfa passa por quatros estádios e dura cerca de 4 a 8 dias. O 4º estádio, é também chamado de pseudopupa porque o inseto reduz o seu metabolismo e não se alimenta. O adulto voa principalmente impulsionados pelo vento, podendo alcançar altitudes elevadas. A fêmea coloca de 100 a 300 ovos durante toda a sua vida. O acasalamento inicia em torno de 12 horas após a emergência do adulto, ocorrendo diversas vezes durante a vida.
 
 
Ecologia
Períodos secos e quentes favorecem o desenvolvimento e a dispersão da praga, sendo, por isso, observados maiores picos populacionais na estação seca. Caracteriza-se por ser uma espécie polífaga com grande capacidade de adaptar-se a novos hospedeiros e a novas condições climáticas.
 
Danos
Danos diretos - Ao sugarem os frutos, os adultos e as ninfas injetam com a saliva, uma substância açucarada, uma toxina, que deixa as paredes internas dos frutos esbranquiças, com aspecto esponjoso, favorecendo o crescimento de estruturas escuras (fumagina) de fungos saprófitas, o que, para a indústria, afeta a qualidade da pasta de tomate. Em casos de infestações muito intensas podem ocasionar murcha, queda de folhas e perda de frutos com perdas de até 50% da produção. Quando o vírus infecta as plantas ainda jovens, essas têm o crescimento paralisado. Em tomate para processamento industrial, ocorre o amadurecimento irregular (Figura 3) dos frutos, o que dificulta o reconhecimento do ponto de colheita dos frutos e reduz a produção e a qualidade da pasta. Internamente os frutos são esbranquiçados, com aspecto esponjoso ou "isoporizados".
 
Danos indiretos - Os prejuízos causados pela mosca-branca são principalmente pela transmissão do vírus do grupo geminivírus, que provoca nanismo acentuado, enrugamento severo das folhas terminais ("enrolamento da folha") e amarelecimento completo da planta. A relação da B. tabaci com os geminivirus é do tipo circulativo, o que significa que as partículas virais adquiridas pelo inseto ao se alimentar circulam no seu corpo, passando através das peredes das cavidades naturais do inseto à hemolinfa até chegar às glândulas salivares. Assim, quando o inseto virulífero se alimenta de uma planta sadia, inocula junto partículas virais. Somente o adulto é importante como vetor, já que as ninfas não se locomovem de uma planta para outra.
 
Foto: Carlos Solano
Figura 3. Dano causado por mosca-branca em frutos de tomate.
 
 
Controle
Para o controle recomenda-se a utilização, sempre que possível, do manejo integrado de pragas. O controle químico deve ser usado de maneira racional, pois o uso indiscriminado de produtos químicos favorece o aumento populacional das pragas. Utilizar apenas produtos registrados para a cultura, nas dosagens recomendadas pelo fabricante e alternar o uso de princípios ativos, de maneira a retardar o aparecimento de insetos resistentes.

É uma das pragas mais importantes do tomateiro. A traça-do-tomateiro está presente nos principais países produtores de tomate da América Latina, ou seja, ocorre nos países andinos e também na Argentina, Uruguai e Brasil onde se constitui numa das mais importantes pragas da cultura do tomate, que é o seu principal hospedeiro. Não existe informação disponível que mostre claramente a rota de entrada da traça-do-tomateiro no Brasil. Foi constatada pela primeira vez no país em 1979, em Morretes-PR. Porém, foi registrada oficialmente como praga em Jaboticabal-SP em 1980 e no ano seguinte já foi constatada no Vale do Salitre, Juazeiro-BA, disseminando-se rapidamente no Vale do Submédio São Francisco, em plantações de tomate rasteiro. Durante este mesmo período foi constatada nos Estados de Minas Gerais, Pernambuco e Ceará. Em apenas três anos após sua identificação em São Paulo, constatou-se a presença da traça-do-tomateiro em todas as regiões produtoras de tomate no país. Colaborou para a rápida disseminação do inseto, as características de comercialização do tomate para mesa, com intenso fluxo de comercialização regional entre centros produtores, a existência de condições climáticas favoráveis e a distância reduzida entre os cultivos, com diferentes estados fenológicos da cultura.
 
Taxonomia
A traça-do-tomateiro é conhecida taxonomicamente por Tuta absoluta (Meyrick, 1917). No passado esta espécie teve como nome genérico Gnorimoschema (Clarke, 1965), Scrobipalpula (Povolny, 1967) e Scrobipalpuloides (Povolny, 1987). Recentemente foi reclassificada por Polvony (1994) no gênero Tuta. Este inseto é da ordem Lepidoptera, subordem Ditrysia, superfamília Gelechioidea, família Gelechiidae e subfamília Gelechiinae.
 
Descrição
Os ovos são elípticos, amarelos e muito pequenos. As lagartas apresentam coloração inicial branca tornando-se, posteriormente, verde-arroxedas. As pupas possuem coloração verde-clara a marrom, sendo encontradas frequentemente nos folíolos e no caule, envoltas por um casulo de seda esbranquiçado ou no interior das minas e dos frutos ou ainda no solo, com pupa nua. Os adultos de T. absoluta são pequenas mariposas de coloração cinza-prateada, com asas franjeadas, antenas filiformes, palpos labiais recurvados e enverdadura de 10-11mm.
 
Biologia
O ciclo completo da traça-do-tomateiro dura em torno de 26 a 30 dias. Os ovos são colocados nas folhas, hastes, flores e frutos, porém as posturas concentram-se na parte superior das plantas, que apresentam folhas mais novas. Cada fêmea pode depositar de 55 a 130 ovos durante 3 a 7 dias. A fase de ovo tem duração de 3 a 6 dias. Após a eclosão, penetram imediatamente no parênquima foliar, nos frutos ou nos ápices das hastes, onde permanecem por 8 a 10 dias, quando se transformam em pupas. A fase de pupa dura de 7 a 10 dias e ocorre principalmente nas folhas ou no solo e, ocasionalmente, nas hastes e frutos. Os adultos podem viver até uma semana. Acasalam-se imediatamente após a emergência, voam e ovipositam predominantemente ao amanhecer e ao entardecer.
 
Ecologia
Ocorre durante todo o ano, especialmente no período mais seco, quase desaparecendo em períodos chuvosos. Lavouras irrigadas por aspersão convencional ou por pivô central são menos danificadas do que as irrigadas por sulco. Isto porque, a irrigação por aspersão derruba os ovos, larvas e pupas, reduzindo o potencial de multiplicação do inseto.
 
 
  
Fotos: Estebam Saini
                         
Figura 1. Lagarta da traça-do-tomateiro.          Figura 2. Traça-do-tomateiro adulto.
 
Danos
Os danos são causados pelas larvas, que formam minas nas folhas e se alimentam no interior destas. Podem destruir completamente as folhas (Figura 3 e Figura 4) do tomateiro e tornar os frutos imprestáveis (Figura 5), causando perdas de até 25-50% dos frutos. O ataque da traça-do-tomateiro também pode facilitar a contaminação por patógenos, como por exemplo a Erwinia spp., que acelera a podridão dos frutos.
 
 
 
Fotos: Carlos Solano
        
Figura 3. Danos de
traça-do-tomateiro em folhas. Figura 4. Planta severamente atacada.     
 
Figura 5. Frutos danificados por traça-do-tomateiro.
 
Controle
Para o controle recomenda-se a utilização, sempre que possível, do manejo integrado de pragas. O controle químico deve ser usado de maneira racional, pois o uso indiscriminado de produtos químicos favorece o aumento populacional das pragas. Utilizar apenas produtos registrados para a cultura, nas dosagens recomendadas pelo fabricante e alternar o uso de princípios ativos, de maneira a retardar o aparecimento de insetos resistentes.

Tripes (Thysanoptera) são insetos pequenos, de corpo estreito, apresentam dois pares de asas franjadas e aparelho bucal sugador formado por três estiletes (uma mandíbula e duas lacíneas). A maioria são fitófagos, mas podem ser também micófagos ou predadores. São muitas as espécies fitófagas e atacam grande variedade de plantas, principalmente as cultivadas. Sugam a seiva das flores, folhas e frutos. Geralmente vivem sobre folhas, brotos, flores e sob a casca de árvores. Ocorrem em condições de baixas temperaturas associadas à estiagem. Os tripes são de difícil constatação nas lavouras recém-plantadas, mas podem ser facilmente encontrados nas inflorescências do tomateiro.

O ataque direto aos frutos pode impedir o seu desenvolvimento, bem como a picada em si pode facilitar a entrada de agentes patogênicos, transmissores de doenças, especialmente viroses de plantas, como por exemplo, o vira-cabeça do tomateiro.

Taxonomia

São insetos da ordem Thysanoptera, cujas espécies de importância agrícola pertencem à família Thripidae. Os gêneros mais importantes no tomateiro são Thrips e Frankliniella.

Descrição

Thrips tabaci – Apresentam cor variável do amarelo ao marrom, medem cerca de 1 mm. As ninfas são amarelo-esverdeadas, mais claras que os adultos, com pernas e antenas incolores.

Thrips palmi - Apresentam cor amarela quando ninfas e adultos, medem mais de 1 mm. Adultos e ninfas vivem na superfície inferior das folhas.

Frankliniella schultzei - Apresentam coloração variável, de 1 a 3 mm de comprimento no máximo.

Frankliniella occidentalis 

Biologia

Os tripes apresentam reprodução sexuada e partenogênese, sendo os ovos colocados nas folhas. Decorridos alguns dias, surgem as formas jovens ou ninfas, que se distinguem das adultas porque têm coloração mais clara e não possuem asas. A metamorfose é incompleta com dois estágios larvais, em seguida apresenta a fase de pré-pupa e pupa e finalmente o indivíduo adulto com asas. Alimentam-se da seiva das plantas, sendo raspadores-sugadores. Seu ciclo é cerca de 15 dias.

 

Foto: Geni L. Villas Bôas

Figura 1. Tripes Frankliniella schultzei.

 

Danos

Danos Diretos – São os danos decorrentes da alimentação das ninfas e dos adultos nos tecidos vegetais. Podem ser pequenos quando comparardos com os danos indiretos, mas não são desprezíveis, uma vez que a parte danificada, em geral, o fruto, é comercializada. Pontos prateados surgem na superfície das folhas e flores, onde os tripes se alimentaram. Podem surgir também estrias ou áreas maiores de prateamento. Com o ataque, ocorre alteração na consistência das folhas que ficam coriáceas e quebradiças, podem atacar também brotações.

Danos Indiretos - Tanto Thrips palmi quanto Frankliniella schultzei são espécies vetoras de de fitopatógenos. Alimentando-se da seiva das plantas doentes, os tripes contaminam-se pelo vírus do “vira-cabeça” do tomateiro. Locomovendo-se para as plantas sadias, inoculam nestas a doença. As plantas assim atacadas apresentam inicialmente, as folhas bronzeadas e, posteriormente, o caule com estrias negras, os frutos verdes com manchas amareladas e o broto principal curva-se, daí o nome de “vira-cabeça”. Causam maiores danos quando grandes populações migram de outras hospedeiras infestam lavouras de tomateiro com até 45 dias pós-plantio. Sua maior importância deve-se à transmissão da virose vira-cabeça do tomateiro (tospovírus).

Controle

Inseticidas - Para o controle recomenda-se a utilização, sempre que possível, do manejo integrado de pragas. O controle químico deve ser usado de maneira racional, pois o uso indiscriminado de produtos químicos favorece o aumento populacional das pragas.

Utilizar apenas produtos registrados para a cultura, nas dosagens recomendadas pelo fabricante e alternar o uso de princípios ativos, de maneira a retardar o aparecimento de insetos resistentes.

Variedade resistente - Já existe disponível uma variedade de tomate resistente ao vira-cabeça Viradoro.

Cultural - Barreiras vegetais em torno da área de plantio com Crotalaria, milho ou sorgo.

Praga de grande importância na região Nordeste, onde o clima seco e a ausência de chuvas favorece a sua proliferação. Nas regiões Centro-Oeste e Sudeste pode ser encontrado em níveis populacionais muito baixos duranto todo o ano, mas as populações aumentam rapidamente nos meses de julho, agosto e setembro.

O ácaro-do-bronzeamento é disseminado pelo vento. Atacam toda a planta iniciando pela base, onde causa o bronzeamento do caule. Nas folhas, provoca bronzeamento e deformação que evoluem par necorese. Ocorre durante todo o ciclo da cultura.

Com o início das primeiras chuvas, o controle químico torna-se desnecessário. Irrigação por aspersão frequente e abundante reduz a população de ácaro e facilita o controle químico.