Livro

40 Publicações em Idiomas Estrangeiros

40.1 Considerações gerais

Embora a maioria dos produtos editoriais da Embrapa sejam redigidos em língua portuguesa, é possível lançar as publicações em idiomas estrangeiros, desde que o público-alvo não possa ler em português (ou seja, publicações destinadas ao público brasileiro não devem ser lançadas em língua estrangeira). Estão incluídas neste rol tanto versões de material já publicado anteriormente em português quanto material inédito produzido diretamente em idioma estrangeiro.

Tradução — Refere-se a trabalho que parte de texto escrito em idioma estrangeiro e resulta em texto em português.

Versão — Refere-se a trabalho que parte de texto escrito em português e resulta em texto em idioma estrangeiro.

Em ambos os casos, o profissional responsável é chamado de tradutor.

Cada publicação da Embrapa deve ser sempre escrita integralmente num único idioma (não é possível que diferentes partes estejam redigidas em diferentes idiomas), exceto no caso de obras multilíngues e de fascículos da Série Eventos Técnicos & Científicos.

Obra multilíngue (bilíngue, trilíngue) define-se por ter todo o seu conteúdo (elementos externos, pré-textuais, textuais e pós-textuais) publicado em dois ou mais idiomas em um mesmo volume. Entre os produtos editoriais da Embrapa, apenas publicações avulsas, coleções fechadas e fascículos da Série Eventos Técnicos & Científicos podem ser multilíngues. Para os demais produtos, esta opção é vedada por terem projetos gráficos definidos.

Série Eventos Técnicos & Científicos — Além de poderem ser obra multilíngue, os fascículos desta série têm uma particularidade: de todos os produtos editoriais da Embrapa, são o único tipo de obra em que se admitem elementos textuais parcialmente escritos em diferentes idiomas (isto é, alguns resumos ou artigos científicos em um idioma e outros em outro idioma). Entretanto, os demais elementos (externos, pós- e pré-textuais) devem ser integralmente redigidos no(s) idioma(s) da publicação.

Observe-se que a versão (para idioma estrangeiro) de um material originalmente publicado em português (ainda que pela mesma editora) é considerada uma nova obra, não uma nova edição. Dessa forma, a primeira edição da obra vertida será contada a partir da primeira vez em que foi publicada a versão (de português para idioma estrangeiro), independentemente do número da edição da obra original em português a partir da qual a versão foi feita.

Já uma obra multilíngue é uma única edição, pois o conjunto do conteúdo nos dois ou três idiomas perfaz uma única obra. As edições de uma obra multilíngue, para serem contínuas, também deverão ser multilíngues. Se a obra for posteriormente publicada separadamente por idioma, ter-se-ão duas novas obras, uma em cada idioma.

Atenção

A produção de conteúdo em idioma estrangeiro pressupõe domínio do idioma na sua modalidade escrita. Se os autores não preencherem esse requisito, não devem usar ferramentas de tradução automática. Nesses casos, é necessário contratar um serviço terceirizado de alta qualidade linguística e técnica. É recomendável que, ao receber a versão final do tradutor, o autor faça uma revisão técnica (para evitar possíveis deslizes terminológicos) antes de submeter o manuscrito ao Comitê Local de Publicações.

40.1.1 Identificação do tradutor

No caso de versão para idioma estrangeiro de obra previamente publicada em português, considere as seguintes situações para identificar o profissional responsável:

  • Versão de obra (individual, em coautoria ou coletiva) — O nome do tradutor, precedido pela expressão “Traduzido por” no idioma-alvo (no caso do inglês, “Translated by”) deve ser incluído somente no anverso da folha de rosto, depois do(s) nome(s) do(s) autor(es) ou editor(es) técnico(s).
  • Versão de obra corporativa — O nome do tradutor deve ser incluído apenas no verso da folha de rosto, juntamente com os dos demais profissionais envolvidos na editoração da obra e indicado pelo termo “Tradução” no idioma-alvo (no caso do inglês, “Translation”).

Nos casos de obra inédita a ser publicada diretamente no idioma estrangeiro, considere as seguintes situações:

  • Obra original (individual, em coautoria ou coletiva) — Caso os autores não escrevam o conteúdo diretamente no idioma da publicação, um terceiro precisará realizar o serviço de versão. Neste caso, não se deve mencionar, na obra, nome de tradutor (contratado ou não), pois o conteúdo textual original é de responsabilidade dos autores.
  • Obra corporativa — Caso os colaboradores não escrevam o conteúdo diretamente no idioma da publicação, o nome do tradutor deve ser incluído apenas no verso da folha de rosto, juntamente com os dos demais profissionais envolvidos na editoração da obra e indicado pelo termo “Tradução” no idioma-alvo (no caso do inglês, “Translation”).

Atenção

A tradução de uma obra é trabalho protegido por direitos autorais. Por isso, além de crédito ao tradutor, deve-se verificar em que situação patrimonial se encontra a tradução (ver seção 43.1.3). Se o direito patrimonial tiver sido cedido a terceiros, deve-se acrescentar o nome da entidade/empresa ao lado do nome do profissional (por exemplo, “Tradução: Fulano de Tal/Nome da Empresa“), resguardando-se, assim, seus respectivos direitos moral e patrimonial.

40.1.2 Nomes da Embrapa e de instituições

Os nomes da Embrapa e os das suas Unidades Centrais, bem como os nomes-síntese das suas Unidades Descentralizadas, devem ser grafados no idioma da publicação (a não ser quando informado o contrário, por exemplo em capa e folha de rosto; ver a seguir). O mesmo procedimento deve ser adotado para o nome de instituições, entidades e órgãos em geral que apresentem uma versão oficial.

Versões oficiais dos nomes da Embrapa e de suas Unidades para os idiomas inglês, espanhol e francês constam em Nomes da Embrapa em Outros Idiomas. Para os demais idiomas, deve-se entrar em contato com a área responsável pela gestão editorial na Embrapa (Supervisão de Gestão Editorial, vinculada à Superintendência de Comunicação).

Para uso de nomes da Embrapa, de suas Unidades e de outras instituições, devem-se adotar as seguintes orientações gerais:

  • Embrapa — Na primeira vez que aparecer no texto (e também na apresentação, no prefácio e em cada capítulo de obra coletiva), deve-se grafar o nome por extenso, seguido por “Embrapa” entre parênteses. A partir daí, deve-se usar somente “Embrapa”.

    Exemplo (em inglês):

    Brazilian Agricultural Research Corporation (Embrapa)

  • Unidade da Embrapa — Deve-se usar, desde a primeira vez que aparecer no texto, apenas o nome-síntese (se for Unidade Descentralizada) ou o nome completo (se for Unidade Central) vertido para idioma estrangeiro (ver Apêndice F).
  • Instituições, entidades e órgãos — Deve-se grafar, na primeira vez que aparecer no texto, o nome no idioma estrangeiro conforme versão oficialmente informada pela própria instituição e acompanhada da respectiva sigla, se houver. Daí por diante, se houver, use apenas a sigla.

    Exemplo (em inglês):

    The foundation of the Brazilian Development Bank (BNDES) took place on June 20th, 1952.

    Para o uso de siglas de expressões comuns, de instituições, entidades e órgãos em idiomas estrangeiros, consultar a seção 40.4.1.2.

    Se não houver versão oficialmente informada pela própria instituição, deve-se usar, na primeira vez que aparecer no texto, o nome no idioma original, após o qual poderá ser acrescentada (entre parênteses ou em nota), estritamente para fins de entendimento, uma versão não oficial para o idioma da publicação. Daí por diante, pode-se usar apenas a versão.

    Exemplo (em inglês):

    The Associação de Produtores Orgânicos de São Mateus (Association of Organic Farmers of São Mateus — APOSM) was established in 2009.

Nomes de projetos, programas e similares

Deve-se seguir as mesmas instruções dadas para nomes de instituições, entidades e órgãos.

40.2 Estrutura da publicação

As publicações em idioma estrangeiro editadas pela Embrapa devem seguir a mesma estrutura para cada tipo de publicação: elas têm os mesmos elementos externos, pré-textuais, textuais e pós-textuais definidos para livro, livreto, cartilha, folheto informativo, fôlder e nas seções específicas para as séries e coleções previstas neste Manual. Também seguem as mesmas normas de padronização e estilo.

Atenção

Dependendo do tipo de publicação, os elementos (externos, pré-textuais, textuais e pós-textuais) obrigatórios podem variar. Recomenda-se consultar a seção correspondeste a cada produto editorial deste Manual para verificar.

Há, no entanto, alguns ajustes e especificidades necessários por conta do idioma, que são apresentados a seguir.

Os modelos esquemáticos e termos traduzidos nesta seção são apresentados em inglês (pois é o idioma da maioria das publicações estrangeiras da Embrapa). Para outros idiomas, deve-se consultar a equipe da área responsável pela gestão editorial na Embrapa (Supervisão de Gestão Editorial, vinculada à Superintendência de Comunicação).

De modo geral, todos os elementos externos, pré-textuais, textuais e pós-textuais de uma publicação devem ser redigidos no idioma do texto da publicação (que deve ser um só, exceto no caso das obras multilíngues; ver seção 40.1). As particularidades e esclarecimentos de dúvidas frequentes são listados a seguir.

40.2.1 Elementos externos

40.2.1.1 Capa

40.2.1.1.1 Primeira capa

As seguintes questões devem ser observadas:

Identificação da casa editora — A marca da casa editora (Embrapa, Unidade da Embrapa ou instituição coeditora) deve ser usada sempre em português [porque é assim que está cadastrada na Câmara Brasileira do Livro, que emite o Número Padrão Internacional de Livro (ISBN), ou no Centro Brasileiro do ISSN, que emite o Número Internacional Normalizado para Publicações Seriadas (ISSN)].

Marca da Embrapa — Aplicar na capa de livro, livreto, cartilha e coleções [Embrapa (sede) é a editora], conforme Manual da marca Embrapa (Embrapa, 2019).

Marca da Unidade — Aplicar na capa das séries (Unidade é a editora). No caso de Unidades Centrais, deve-se usar a marca da Embrapa.

Exceção — No caso de folheto informativo, embora a Unidade seja a editora, é a marca da Embrapa (e não da Unidade) que deve ser adotada na primeira página (“capa”).

Para folheto informativo, a identificação da editora é feita na imprenta grafada na primeira página (“capa”), pois o projeto editorial deste tipo de publicação não prevê folha de rosto.

Séries e coleções — O nome das séries e coleções previstas neste Manual deve ser mantido sempre em português (ver seção 40.3).

Obra coletiva — A especificação “Editor(es) técnico(s)”, indicada abaixo do(s) nome(s) do(s) editor(es) técnico(s), deve ser grafada no idioma da publicação. No caso de inglês, “Technical editor(s)”.

40.2.1.1.2 Quarta capa

As seguintes questões devem ser observadas:

Marca da Embrapa — Deve-se manter a marca da Embrapa (nunca usar a marca da Unidade), conforme o Manual da marca Embrapa (Embrapa, 2019).

Atenção

A partir da publicação deste Manual, nas obras técnicas, científicas ou de caráter atemporal da Embrapa, não se aplicará mais a marca do governo federal em nenhuma parte da obra, nem o nome completo do Ministério da Agricultura na quarta capa (visto que a vinculação institucional da Embrapa já está informada no anverso da folha de rosto das publicações) (Embrapa, 2022a).

O uso da marca do governo federal é obrigatório apenas em materiais publicitários (Embrapa, 2022a); no caso deste Manual, isso se aplica apenas a fôlder.

Marca de outras instituições — Deve-se usar a marca oficial fornecida pela instituição parceira, apoiadora e/ou patrocinadora (preferencialmente no idioma da publicação, se houver). Para identificar cada instituição, devem-se usar os termos respectivos (“Parceria”, “Apoio” ou “Patrocínio”) no idioma da publicação. No caso de inglês, devem constar os seguintes termos: “Partnership”, “Support” e/ou “Sponsorship”, respectivamente.

40.2.1.2 Sobrecapa e lombada

As mesmas questões indicadas para a capa também devem ser observadas para a sobrecapa e a lombada.

40.2.2 Elementos pré-textuais

40.2.2.1 Folha de rosto

40.2.2.1.1 Anverso da folha de rosto

As seguintes questões devem ser observadas:

Cabeçalho institucional — Todos os nomes do cabeçalho devem estar no idioma da publicação, seguindo as traduções informadas no Apêndice F e no site do Ministério da Agricultura e Pecuária (Brasil, 2022).

Exemplo de cabeçalho:

Brazilian Agricultural Research Corporation
Embrapa Dairy Cattle
Ministry of Agriculture and Livestock

Atenção

Em caso de Unidade Central da Embrapa, seu nome deve seguir o padrão previsto na Deliberação nº 30/2021 (Embrapa, 2021), ou seja: “Embrapa” seguido de vírgula e do nome da Unidade em idioma estrangeiro (conforme indicado no Apêndice F.2), sem sigla.

Imprenta — O nome da editora deve ser mantido em português, pois assim está cadastrado na Agência Brasileira do ISBN (“Embrapa”) ou no Centro Brasileiro do ISSN (nome-síntese da Unidade), e o local, em português, deve ser mantido apenas com cidade e sigla da unidade da Federação (ou seja, não acrescentar o país).

Atenção

No caso de folheto informativo (que não tem folha de rosto), a imprenta é grafada na primeira página (“capa”).

40.2.2.1.2 Verso da folha de rosto

As seguintes questões devem ser observadas:

  • Identificação da casa editora — Indicar apenas “Embrapa” para obras que tenham a Empresa (sede) como editora (livro, livreto, cartilha, coleções) e para séries das Unidades Centrais.

    Indicar, em português o nome-síntese da Unidade editora (pois assim está cadastrada no Centro Brasileiro do ISSN) no caso das séries que tenham as Unidades como editoras.

    Em ambos os casos, o endereço postal deve ser mantido em português e, após a indicação da Unidade Federativa, deve-se acrescentar “Brasil” no idioma da publicação. No número de telefone, deve-se acrescentar “+ 55” antes do DDD, pois este é código telefônico que identifica o Brasil.

  • Unidades responsáveis pelo conteúdo e/ou editoração — O(s) nome(s)-síntese da(s) Unidade(s) deve(m) constar em português (para manter padronização com a identificação da casa editora nesta página). O endereço postal deve ser mantido em português e, após a indicação da Unidade Federativa, deve-se acrescentar “Brasil” no idioma da publicação.
  • Indicação da obra original (no caso de obra originalmente publicada em outro idioma) — Devem-se indicar, obrigatoriamente, no verso da folha de rosto da versão, a expressão “Originalmente publicado sob o título” (no idioma da publicação), seguida do título original da obra no idioma em que foi publicada (destacada em itálico) e do número da edição da obra original. Recomenda-se incluir também o ISBN da obra original. Essas informações (exceto ISBN) também devem ser inseridas no campo Notas da ficha catalográfica.
  • Nome-síntese da Unidade catalogadora — O nome-síntese deve constar em português (para manter padronização com a identificação da casa editora nesta página).

    Atenção

    Em caso de Unidade Central da Embrapa, seu nome deve seguir o padrão previsto na Deliberação nº 30/2021 (Embrapa, 2021), ou seja: “Embrapa” seguido de vírgula e do nome da Unidade, sem sigla.

  • Ficha catalográfica — No interior da ficha, o campo “Editora” deve ser sempre escrito em português (especialmente no caso das séries, em que as Unidades Descentralizadas devem constar com seus nomes-síntese, pois assim estão cadastradas no Centro Brasileiro do ISSN).
  • Obra multilíngue — Na obra multilíngue, é necessária uma folha de rosto (anverso e verso) para cada idioma. Opcionalmente e a depender do projeto gráfico, pode haver uma única folha de rosto com todos os idiomas.

Publicações sem folha de rosto

Para publicações com projeto editorial/gráfico sem previsão de folha de rosto (folheto informativo, fôlder, Circular Técnica, Comunicado Técnico e Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento), as recomendações indicadas nesta seção devem ser aplicadas no campo previsto para o expediente.

Publicações que não são reeditadas

Para publicações que não são reeditadas (folheto informativo, fôlder e séries), o termo “Tiragem”, no caso de publicações em suporte impresso, deve ser traduzido, no caso de inglês, para “Print run”.

Na Figura 40.1, é apresentado um exemplo esquemático para verso da folha de rosto em inglês, que inclui as versões oficiais dos principais elementos e termos nela contidos e que devem ser usados como padrão nas publicações editadas pela Embrapa. Para outros idiomas ou uso de termos não indicados na Figura 40.1, deve-se consultar a equipe da área responsável pela gestão editorial na Embrapa (Supervisão de Gestão Editorial, vinculada à Superintendência de Comunicação).

Figura 40.1. Exemplo esquemático de verso da folha de rosto de livro traduzido para o inglês, publicado em suporte impresso (primeira impressão da primeira edição), com uma Unidade Responsável pelo Conteúdo e Editoração e exemplo de ficha catalográfica de obra com até três autores.

40.2.2.2 Lista de autores

As seguintes questões devem ser observadas:

Título da página — O título deve ser traduzido para o idioma da publicação. No caso de inglês, “Author” (para obra individual), “Authors” (para obra em coautoria) ou “Technical editors and authors” (para obra coletiva).

Identificação de autor — As informações sobre formação acadêmica (profissão), mais alto título acadêmico em nível de pós-graduação e cargo que ocupa devem estar no idioma da publicação (sem o acréscimo da expressão “tradução nossa”). O nome da instituição em que o autor atua deve constar em versão oficialmente informada pela instituição, se houver [no caso da Embrapa, a versão deve ser obrigatoriamente conforme previsto no Apêndice F, segundo prescrito pela Deliberação nº 30/2021 (Embrapa, 2021)]. Se não houver, deve-se conservar o nome da instituição apenas no idioma original. Depois de “nome e local da instituição”, deve-se acrescentar o nome do país no idioma da publicação, mesmo quando for “Brasil”.

Para a versão para inglês de títulos acadêmicos obtidos no Brasil, usar:

  • “non-degree specialist” para “especialista”;
  • “master” para “mestre”;
  • “doctor” para “doutor”.

Observe-se que “Ph.D.” só pode ser usado caso este tenha sido o título específico concedido pela instituição.

40.2.2.3 Epígrafe

O texto da epígrafe deve ser apresentado no mesmo idioma da publicação. Caso a citação tenha sido originalmente escrita no mesmo idioma da publicação, deve-se adotar esta grafia (em lugar de retraduzir a citação de volta para o idioma de origem). Caso a citação original tenha sido escrita em outro idioma, deve ser vertida. Caso a versão seja dos próprios autores ou editores técnicos para os propósitos da publicação em questão, deve estar acompanhada da expressão "tradução nossa" no idioma da publicação (no caso do inglês, “our translation”).

40.2.2.4 Apresentação, prefácio e sumário

Os títulos destas páginas devem ser traduzidos, para o idioma da publicação. No caso de inglês, adotar “Foreword”, “Preface” e “Contents”, respectivamente.

40.2.3 Elementos textuais

As seguintes questões devem ser observadas:

Textos — Os textos devem estar integralmente no idioma da publicação (única exceção é a Série Eventos Técnicos & Científicos, conforme já indicado na seção 40.1), devendo-se observar as seguintes recomendações:

  • Citações — Em publicações da Embrapa, não são admitidas citações diretas no corpo do texto em língua diferente da do texto a ser publicado, a não ser que sejam acompanhadas da respectiva versão para o idioma da publicação.

    Caso haja versão já publicada da obra citada para o idioma da publicação, deve-se citar a partir dela (e fazer a substituição da referência na Lista de Referências ao fim da obra).

    Caso não haja, o autor deve produzir sua própria versão para o idioma da publicação; neste caso, deve-se acrescentar a expressão “tradução nossa”, entre parênteses, no idioma da publicação, após a chamada da citação (no caso do inglês, “our translation”). Caso o autor queira fornecer também a citação na língua original, deve apresentá-la em nota de rodapé, sem itálico e manter as aspas independentemente da quantidade de linhas da citação.

    Em citações diretas, caso se considere importante acrescentar observações ou informações complementares de autoria do tradutor, devem-se usar colchetes para isolar esses acréscimos. Para exemplos, ver seção 37.1.8.

  • Meses do ano — A abreviatura dos meses do ano deve ser feita conforme as regras de abreviatura de cada idioma. Para inglês, espanhol e francês, ver seção 32.2.

Tabelas e figuras — As partes textual e numérica devem estar integralmente no idioma da publicação, devendo-se observar as seguintes recomendações:

  • Para inglês, as versões para “Tabela” e “Figura” devem ser “Table” e “Figure”, respectivamente.
  • Para tabelas diagramadas em mais de uma página, deve-se acrescentar, no canto inferior direito “Continua...” no idioma da publicação (no caso do inglês, “Continued...”) e, na página seguinte, substituir o título da tabela pela palavra “Continuação.” no idioma da publicação (no caso do inglês, “Continued.”).
  • No caso de números em inglês, observe-se especialmente a diferença de uso de vírgula e ponto, inclusive no caso de valores monetários.

    Atenção

    Em português, use ponto para separar milhar e vírgula para separar a parte inteira da parte decimal. Em inglês, use vírgula para separar milhar e ponto para separar a parte decimal. Em publicações em português, não será aceito o padrão de língua inglesa (e vice-versa).

    Para exemplos, ver seção 23.1.1.1.

Fotografias e ilustrações — Para indicar o crédito de autoria de fotografia e ilustração em inglês, usar “Photo:” e “Illustration:”, respectivamente.

Referências e Literatura recomendada — Os títulos de ambos os elementos devem ser traduzidos para o idioma da publicação. No caso de inglês, “References” e “Further reading", respectivamente.

De modo geral, as referências incluídas devem ser mantidas no idioma original das obras citadas e/ou recomendadas, seguindo os padrões de normalização bibliográfica (seção 36.2). Entretanto, alguns de seus elementos devem ser escritos no idioma da publicação (Embrapa, 2020). Quanto aos elementos essenciais que compõem uma referência, algumas das exceções que se aplicam são:

  • Campo “autoria” com nome geográfico de país — Deve-se usar o nome vertido para o idioma da publicação.
  • Campo “autoria” com nome geográfico de estado — Deve-se usar o nome vertido para o idioma da publicação, se houver. Caso não haja, deve-se manter o nome no idioma original.
  • Campo “local de publicação” com locais homônimos estrangeiros — Deve-se acrescentar o nome do país, no idioma da publicação.

Já as informações complementares que possam ser incluídas como notas ao fim de cada referência [ver seção Transcrição dos Elementos do Manual de referenciação para recursos da informação da Embrapa (Embrapa, 2020)] devem ser grafadas no idioma da publicação.

Entre as informações complementares, têm-se as seguintes (acompanhadas das versões para inglês que se deve usar):

  • “Disponível em:”: “Available at:”.
  • “Acesso em: [dia] [mês abreviado] [ano]”: “Accessed: [dia] [mês abreviado] [ano]” (manter esta ordem também em inglês).
  • Outras informações:

    “No prelo”: “Forthcoming”
    “Trabalho apresentado”: “Presented work”
    “Título original”: “Original title”
    “Resumo”: “Abstract”
    “Suplemento”: “Supplement”
    “Palestra”: “Lecture”
    “Apostila”: “Class notes”
    “Projeto”: “Project”
    “Editado por”: “Edited by”
    “Tradução de”: “Translated by”
    “Encarte”: “Insert”
    “Separata”: “Offprint”
    “Catálogo” : “Catalog”
    “Não publicado”: “Unpublished manuscript”
    “Paginação irregular”: “Irregular pagination”
    “Não paginado”: “Not paginated”
    “videocassete”: “videocassette"
    “mapas”: “maps”

Capítulo e parte — As nomenclaturas de divisões de obras coletivas devem estar no idioma da publicação. No caso de inglês, “part” para “parte” e “chapter” para “capítulo”.

40.2.4 Elementos pós-textuais

As seguintes questões devem ser observadas:

Glossário, Apêndice, Anexo e Índice — Os títulos dessas páginas devem ser grafados no idioma da publicação. No caso de inglês, adotar “Glossary”, “Appendix”, “Annex” e “Index”, respectivamente.

Colofão — A inscrição “Impressão e acabamento” deve estar grafada no idioma da publicação. No caso de inglês, “Printing and finishing”. O nome da gráfica ou instituição impressora deve ser mantido em português, mesmo que exista uma versão oficial.

40.3 Particularidades de séries e coleções

Caso a publicação pertença a uma das séries ou coleções previstas neste Manual, proceda conforme indicado a seguir:

  • O nome da série ou da coleção deve permanecer sempre em português em qualquer parte da obra em que apareça (primeira capa, anverso da folha de rosto, ficha catalográfica, elementos pré-textuais, etc.).
  • No caso das séries, o número do ISSN (seja para suporte impresso e/ou digital) deve permanecer o mesmo, independentemente do idioma em que está escrito o fascículo publicado.
  • No caso de séries, os fascículos em idioma estrangeiro (sejam versões de outros fascículos desta série já publicados em português ou textos inéditos originalmente escritos em idioma estrangeiro) devem seguir a numeração sequencial corrida (ou seja, não deve ser iniciada nova numeração para fascículos em idioma estrangeiro). Caso o fascículo em idioma estrangeiro seja a versão de um fascículo previamente lançado em português na própria série, ele deve ser tratado como um título novo. Assim, deve receber novo número sequencial, mantendo o título da série em português e o mesmo ISSN.

40.4 Padronização e gramática

Nesta seção, são apresentadas algumas diretrizes sobre aspectos de padronização a serem seguidas em todas as partes do miolo que contenham texto corrido em publicações em idiomas estrangeiros, em complemento ao que já está apresentado anteriormente nesta seção. Trata-se de aspectos que costumam gerar dúvida e, portanto, estão aqui padronizados para as publicações da Embrapa. Em alguns casos, pode haver variações nas orientações dependendo do idioma estrangeiro em pauta, aspecto do qual o autor, tradutor e/ou editor executivo da obra no idioma estrangeiro deve estar ciente. Ao longo desta seção, serão apresentados exemplos e, quando pertinente, serão apontadas diretrizes específicas que variam com o idioma (neste momento, apenas para o inglês; outros idiomas serão acrescentados oportunamente).

Será também apresentada uma seleção de aspectos gramaticais específicos do inglês (outros idiomas serão incluídos oportunamente). Essas orientações, entretanto, não substituem os materiais de referência (dicionários e gramáticas de autores confiáveis), que devem ser consultados para leitura das regras gramaticais completas.

40.4.1 Questões de padronização

40.4.1.1 Indicação de ano, século e década

Para indicações, em inglês, de ano e século em relação à Era Cristã e de década, a Embrapa segue as diretrizes abaixo, estabelecidas no Chicago manual of styles (The Chicago [...], 2017):

  • Para designação de ano e século em relação à Era Cristã, devem-se usar as formas abreviadas, sem ponto, “BC” (before Christ) para designar “antes de Cristo” e, quando necessário, “AD” (anno Domini) para designar "depois de Cristo”.

    Observe-se, entretanto, que “BC” deve ser posicionada depois do número, enquanto “AD” deve ser posicionada antes:

    Exemplos:

    Britain was invaded successfully in 55 BC and AD 1066.

  • As décadas devem ser expressas em números com quatro algarismos arábicos e ser seguidas de “s” minúsculo, sem espaço e sem apóstrofe antes.

    Exemplo:

    Scientific advances from the 1950s are referred to in the first chapter.

    Deve-se ter atenção ao indicar a primeira década de qualquer século, visto que “the 2000s” poderia ser confundido com a indicação de todo o século XXI. Nesse caso, para fins de clareza, pode-se optar por construção mencionando o intervalo numérico, com números unidos por meio-traço sem espaço (“The 2000–2009 period”, “The years 2000–2009” ou construção similar).

    Assim como para português (seção 23.1.4), a indicação de tempo nas publicações da Embrapa em inglês deve ser sempre em algarismos arábicos. Portanto, construções como “The nineteen hundreds” devem ser evitadas.

40.4.1.2 Sigla

Nas publicações da Embrapa em qualquer idioma estrangeiro, as siglas de expressões comuns e de nomes próprios de instituições, entidades, órgãos, etc. devem constar, entre parênteses, imediatamente depois (e não antes) da expressão ou do nome por extenso na primeira vez em que a expressão ou nome é citado no texto. Na continuação do texto, bastará usar a sigla, conforme já informado na seção 31.2.

Recomenda-se que o tradutor sempre confirme a forma atual da sigla por extenso em consultas a fontes oficiais.

40.4.1.2.1 Forma por extenso e versão

No caso de instituição, entidade e órgão, a forma por extenso deve ser grafada com maiúsculas e minúsculas, e a sigla só deverá ser vertida quando houver uma sigla oficial em idioma estrangeiro.

Exemplos:

[Mesma instituição que tem nomes por extenso e siglas diferentes para cada idioma]

[Inglês] Inter-American Development Bank (IDB)
[Espanhol] Banco Interamericano de Desarrollo (BID)

Do contrário, a sigla deve ser mantida tal como no idioma original, mesmo que não corresponda à forma por extenso no idioma estrangeiro.

Exemplos:

[Mesma instituição que tem nomes por extenso diferentes para cada idioma, mas mesma sigla]

[Inglês] Food and Agricultural Organization of the United Nations (FAO)
[Espanhol] Organización de las Naciones Unidas para la Alimentación y la Agricultura (FAO)

[Inglês] Brazilian Agricultural Research Corporation (Embrapa)
[Espanhol] Empresa Brasileña de Investigación Agropecuaria (Embrapa)

No caso de expressões ou nomes comuns, a forma por extenso deve ser grafada com iniciais minúsculas e, para a sigla, preferencialmente deve-se apresentar uma versão.

Exemplo:

[Inglês] Carbon dioxide, methane, and water vapor are the most important greenhouse gases (GHGs).
[Espanhol] Los principales gases de efecto invernadero (GEIs) son el dióxido de carbono, el metano y el vapor de agua.

40.4.1.2.2 Maiúscula e minúscula na sigla

O uso de maiúsculas e minúsculas nas siglas pode variar dependendo de cada idioma estrangeiro. No caso do inglês, a Embrapa segue a diretriz do Chicago manual of styles (The Chicago [...], 2017), segundo a qual as siglas tanto de expressões comuns quanto de nomes de instituições, de modo geral, devem ser escritas com todas as letras em maiúsculas (GMO, GGE; BBC, UNICEF, USDA, etc.) independentemente do número de letras que tiverem. No entanto, quando a sigla tiver uma forma consagrada diferente ou se referir a alguma área técnico-científica que estabeleça um padrão diferente, devem-se respeitar esses padrões.

Atenção

Usada em publicações em qualquer idioma, a sigla da Embrapa deve ser grafada sempre apenas com a primeira letra em maiúscula: “Embrapa”.

40.4.1.2.3 Outras regras

Assim como para siglas em português, as seguintes regras devem ser seguidas na grafia de siglas em quaisquer idiomas estrangeiros:

  • Não usar pontos separando as letras de uma sigla.

    Exemplo:

    The event took place in the United States Department of Agriculture (U.S.D.A.). ERRADO

    The event took place in the United States Department of Agriculture (USDA). CERTO

  • Não quebrar as siglas no fim da linha.

    Exemplo:

    Employees were called for a meeting at UNES-
    CO. ERRADO

    Employees were called for a meeting
    at UNESCO. CERTO

  • O plural das siglas é feito acrescentando-se um “s” minúsculo ao fim da sigla (sem apóstrofe).

    Exemplo:

    Many genetically modified organisms (GMOs) are included in research projects.

    Atenção

    • Não se deve acrescentar “s” em siglas que significam, por extenso, uma expressão no plural e cujo significado não exista no singular.

      Exemplo:

      Employees working in Public Relations (PR) are important for corporate communication strategies.

    • Não se deve acrescentar outro “s” caso a sigla termine com a letra “s”.

      Exemplo:

      The use of renewable energy sources (RES) is increasing worldwide.

    • Não confundir “s” de plural com “apóstrofo + s”, que indica "posse”.

      Exemplo:

      Embrapa’s new technology is sustainable and safe.

      Para indicar posse, caso a sigla termine com a letra “s” ou esteja no plural, deve-se acrescentar apenas o apóstrofo.

      Exemplo:

      Petrobras’ officers and Embrapa’s researchers joined the governmental mission.

Para siglas de enzimas, compostos químicos, vírus, etc., que têm regras de nomenclatura próprias, consulte os respectivos sites de autoridades.

Enzimas ou proteínas:

  • Nomenclature Committee of the International Union of Biochemistry and Molecular Biology (2022)
  • Expasy Bioinformatics Resource Portal (2022)
  • Brenda (2022)

Compostos químicos:

  • International Union of Pure and Applied Chemistry (2022a)
  • International Union of Pure and Applied Chemistry (2022b)

Vírus:

  • International Committee on Taxonomy of Viruses (2022)

40.4.1.3 Translineação

Cada idioma tem suas regras quanto à possibilidade de dividir palavras em quebra de linha. Para evitar erros desta natureza, a diretriz para as publicações editadas pela Embrapa em qualquer idioma estrangeiro é: não se deve nunca separar palavras em quebra de linha. Por isso, o diagramador deve estar atento e fazer ajustes para manter as palavras inteiras na linha anterior ou na seguinte.

40.4.1.4 Valor monetário

Para indicar valores monetários (dinheiro), devem-se seguir as regras que constam na seção 23.3. No caso de publicações em idiomas estrangeiros, há algumas particularidades que devem ser observadas:

  • Símbolos para as principais moedas — Nas publicações editadas pela Embrapa, apenas as seguintes moedas devem ser identificadas por símbolos: real, dólar americano e euro. Para publicações em qualquer idioma estrangeiro, seguimos a diretriz do Chicago manual of styles (The Chicago [...], 2017), segundo a qual devem-se usar os símbolos padronizados pela International Organization for Standardization (2015):
    • “BRL” para real.
    • “EUR” para euro.
    • “USD” para dólar americano.

    Portanto, não se usa cifrão (“$”).

    Para outras moedas estrangeiras (por exemplo, libra esterlina, iene, dólar canadense, peso argentino, etc.), deve-se sempre grafar o nome da moeda por extenso no idioma da publicação.

  • Conversão para dólar ou euro — Quando o texto em idioma estrangeiro contiver informações em unidades monetárias diferentes de dólar americano e euro (por exemplo, em reais), recomenda-se que, para que o leitor estrangeiro possa ter uma apreciação imediata do seu impacto, o montante seja convertido, pelo autor do texto, para uma dessas duas moedas, que são referências internacionais.

40.4.2 Questões gramaticais em inglês

A redação original ou versão para idioma estrangeiro requer consulta a bons dicionários e gramáticas de referência como instrumentos de trabalho. Algumas questões linguísticas, entretanto, frequentemente suscitam dúvida. Para ajudar a sanar algumas delas, apresentam-se, a seguir, algumas questões gramaticais apenas em inglês (outros idiomas serão acrescentados oportunamente).

É importante destacar que o conteúdo desta seção não substitui a consulta regular a gramáticas, dicionários e outras fontes confiáveis, uma vez que as informações aqui contidas são uma seleção de temas gramaticais e ortográficos recorrentes em nossa rotina editorial.

Para textos em inglês, são considerados materiais de referência os seguintes dicionários e manuais:

  • American Heritage Dictionary (2022)
  • Cambridge Dictionary (2022)
  • The Chicago Manual of Styles (2017)
  • Collins Dictionary (2022)
  • Longman Dictionary (2022)
  • Merriam-Webster (2022)
  • Oxford Learner's Dictionaries (2022)
  • Swan (2005)
  • University of Portsmouth (2022)

40.4.2.1 Vírgula

Para o uso de vírgula em textos corridos em inglês, algumas das principais regras são as seguintes:

  • Em enumerações com termos separados por vírgulas e com o último termo introduzido por “and” ou “or”, a conjunção deve ser precedida por vírgula (Oxford comma).

    Exemplo:

    Apples, plums, and grapes can be used to make wine.

    Quando a vírgula causar ambiguidade, entretanto, deve ser suprimida.

    Exemplos:

    The president invited the researchers, Mary and Tom. [Quer dizer que “Mary and Tom” são o aposto de researchers, ou seja, Mary and Tom são os cientistas de quem se fala.]

    The president invited the researchers, Mary, and Tom. [Quer dizer que o presidente convidou os três (os cientistas, a Mary e o Tom) e que Mary e Tom não fazem parte da categoria “cientistas”.]

  • Em orações coordenadas conectadas por “and”, “but”, “so”, “yet”, etc., a conjunção deve ser precedida por vírgula, a menos que as orações sejam curtas.

    Exemplos:

    The field was clear and ready for use, but pests were already there.

    Sow the seeds and water the soil.

  • Quando a oração subordinada anteceder a principal, devem ser separadas por vírgulas.

    Exemplos:

    If weather conditions are unstable, new harvest strategies will have to be designed. [Oração subordinada + principal]

    New harvest strategies will have to be designed if weather conditions are unstable. [Oração principal + subordinada]

  • Pronome relativo (“that” versus “which”).

    Em orações adjetivas restritivas (restrictive clauses), não se deve usar a vírgula (do mesmo modo que em português); preferencialmente, deve-se usar os pronomes “that”, “who”, “whom”, que podem ser omitidos.

    Exemplos:

    The fruits that the farmer harvested were ripe and sweet.

    The fruits the farmer harvested were ripe and sweet.

    Em orações adjetivas explicativas (nonrestrictive clauses), usa-se a vírgula antes do pronome relativo; deve-se usar os pronomes “which”, “who”, “whom”, “whose”, os quais não podem ser omitidos.

    Exemplo:

    The fruits, which were ripe and sweet, were sold at the street market yesterday.

  • Deve-se usar vírgula após os termos: “however”, “therefore”, “indeed” e similares.

    Exemplo:

    The survey was finished. However, they still did not have time to write the final report.

    Deve-se utilizar vírgula para isolar orações explicativas introduzidas por “such as” e “including”.

    Exemplo:

    The shop specializes in tropical fruits, such as pineapples, mangoes, and papayas.

  • Deve-se usar vírgula depois de expressões como “that is”, “namely”, “for example” e similares.

    Exemplos:

    There are simple alternatives to plastic shopping bags – namely, reusable cloth bags and foldable carts.

    The committee (that is, its more influential members) wanted to drop the matter.

40.4.2.2 Artigo definido The

O uso do artigo definido “the” costuma ser menos frequente do que o uso dos artigos definidos em português, o que pode causar dúvidas quanto ao seu emprego correto. Por isso, foram destacadas, nesta seção, algumas das principais regras em inglês (para regras completas, consulte os materiais de referência).

Usar “the”:

  • Quando o substantivo (seja singular, plural ou incontável) do qual se fala é específico.

    Exemplos:

    Sunset is the ideal time for collecting samples. [Sunset é genérico.]

    The sunset over the valley looked orange yesterday. [Fala-se de sunset em local e tempo específicos.]

  • Quando existe apenas um substantivo para designar.

    Exemplos:

    The president of Brazil is visiting Europe.

    The moon is behind clouds tonight.

    Atenção

    Observe-se que não se usa “the” quando esse substantivo funciona como um título:

    Exemplo:

    The Queen Elizabeth had dinner with Latin American diplomats.

  • Antes de adjetivo superlativo.

    Exemplo:

    Brazil is the biggest country in South America.

  • Com um nome contável no singular para designar todos do mesmo tipo.

    Exemplos:

    The wolf is a wild animal.

    The banana is a yellow fruit.

    Atenção

    Se o nome para designar todos do mesmo tipo estiver no plural, não se deve usar o artigo “the”.

    Exemplo:

    Wolves are wild animals.

  • Para se referir a um sistema ou serviço (“train”, “radio”, etc.).

    Exemplos:

    There was no information about how long the train takes.

    Farmers communicated with each other over the radio.

    The police reported no crimes over that year.

  • Com adjetivos para designar um grupo.

    Exemplo:

    Climate change may be a considerable challenge for the Brazilian.

  • Com expressões gerais que se referem ao ambiente físico e ao clima.

    Exemplos:

    Most of these crops do not grow well in the mountains.

    Farmers were expecting information about the weather.

  • Com nomes geográficos próprios (cadeias de montanhas, arquipélagos, rios, mares, oceanos, canais, desertos, pontos do globo, florestas e biomas).

    Exemplos:

    The Himalayas are located in the South and East Asia.

    Bananas from the Canaries are sold across Europe.

    Crossing the Atlantic Ocean on sailing ships has changed dramatically over the last centuries.

    The Amazon river is home to countless species.

    The Panama Canal was opened in 1914.

    The Cerrado spans across several Brazilian midwestern states.

    Atenção

    Não se usa artigo com nomes próprios de pessoas, montanhas, ilhas, ruas, cidades, estados, continentes e lagos.

    Atenção

    Nomes de países, em regra, não são precedidos do artigo “the”, salvo algumas exceções:

    • Países que incluam em seu nome os termos “kingdom”, “states” ou “republic”.

      Exemplos:

      The largest country in the United Kingdom is England.

      The diplomatic mission arrived in the Kingdom of Bhutan yesterday.

      Member states include the United States of America.

    • Países com designação no plural:

      Exemplos:

      The Netherlands is sending a representative to the meeting.

      Manila is the capital of the Philippines.

  • Com expressões de medida começando com “by”.

    Exemplos:

    The farmer sells eggs by the dozen.

    Fruits are ordered by the month.

40.4.3 Termos frequentes

Para os idiomas inglês, espanhol e francês, recomenda-se o uso das versões tal como informadas a seguir. Para outros termos, podem ser consultadas fontes de terminologia padronizada na Embrapa e o thesaurus AgroVoc (FAO, 2022).

40.4.3.1 Regiões brasileiras

Para as regiões brasileiras, deve-se usar as versões informadas a seguir.

Português Inglês Espanhol Francês
região Centro-Oeste Midwestern region región Centro-Oeste région Centre-Ouest
região Norte Northern region región Norte région Nord
região Nordeste Northeastern region región Nordeste région Nord-Est
região Sudeste Southeastern region región Sudeste région Sud-Est
região Sul Southern region región Sur région Sud

Observação: Em inglês, construções alternativas com substantivos (“Midwest”, “North”, etc.) ou com a substituição da palavra “region” por outra sinônima são também possíveis, a depender da estrutura sintática da frase.

40.4.3.2 Biomas brasileiros

Para os biomas brasileiros, deve-se usar as versões informadas a seguir.

Português Inglês Espanhol Francês
Amazônia Amazon Amazonia Amazonie
Caatinga Caatinga Caatinga Caatinga
Cerrado Cerrado Cerrado Cerrado
Mata Atlântica Atlantic Forest Bosque Atlántico Forêt Atlantique
Pampa Pampa Pampa Pampa
Pantanal Pantanal Pantanal Pantanal

Caso seja necessário aos propósitos comunicativos de obras específicas, pode-se acrescentar, depois do nome do bioma (entre parênteses ou em nota), uma explicação ou analogia com outros biomas pelo mundo:

Exemplo:

The Caatinga (semi-arid area) covers large parts of the Brazilian states of Piauí and Ceará.

É desnecessário marcar os nomes dos biomas “Caatinga”, “Cerrado”, “Pampa” e “Pantanal” em itálico no corpo do texto em idiomas estrangeiros.

40.4.3.3 Povos e comunidades tradicionais

Por frequentemente não terem versões consolidadas em dicionários de idiomas estrangeiros, os nomes de povos e comunidades tradicionais devem ser mantidos na grafia de seu idioma original, ser grifados em itálico e, se necessário, ser seguidos de alguma explicação ou termo análogo entre parênteses (ou colchetes, no caso de ser acrescido pelo tradutor) ou nota de rodapé. Os exemplos ilustrativos a seguir serão apresentados apenas em inglês.

Exemplos:

Representatives of veredeiros [wet grassland inhabitants] and vazanteiros [floodplain inhabitants] attended the meeting yesterday.

State officers are providing support to a group of quebradeiras de coco-babaçu (babassu-nut breakers).

40.4.3.4 Termos de uso geral

Para alguns termos de uso geral nas publicações editadas pela Embrapa, recomenda-se adotar as versões tal como informadas a seguir.

Português Inglês Espanhol Francês
extensionista extension specialist; extension agent agente de extensión conseiller agricole
agricultura de baixo carbono low carbon agriculture agricultura baja en carbono agriculture à faible émission de carbone; agriculture bas carbone
agricultura familiar family farming agricultura familiar agriculture familiale
cobertura do solo mulching cubrimiento del suelo; acolchado del suelo paillage
extensão rural rural extension; agricultural extension extensión rural vulgarisation agricole
fitotecnia crop science fitotecnia phytotechnie
fixação biológica de nitrogênio biological nitrogen fixation fijación biológica del nitrógeno fixation biologique de l’azote
fruticultura fruit farming fruticultura culture fruitière
integração lavoura-pecuária-floresta integrated crop-livestock-forestry integración agricultura-ganadería-bosque système intégré agriculture-élevage-foresterie
sistema de produção production system sistemas de producción système de production
pequeno agricultor; pequeno produtor (rural) smallholder farmer; small-holder farmer; small-scale farmer; smallholder; small farmer pequeño agricultor petit agriculteur; petit paysan; petit exploitant agricole
piscicultura fish culture; fish farming piscicultura pisciculture
povos indígenas (do Brasil) indigenous peoples; native Brazilian peoples pueblos indígenas peuples autochtones; peuples indigènes
sistema de plantio direto no-tillage system sistema de siembra directa système de semis direct
valor agregado added-value (não usar aggregated) valor añadido valeur ajoutée
zootecnia animal science ciencia animal sciences animales

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