Doenças da cultura do alho - Embrapa Hortaliças
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Sistema de produção de alho
Autores:
Francisco Vilela Resende, Lenita Lima Haber, Jadir Borges Pinheiro, Valdir Lourenço Junior, Mirtes Freitas Lima, Miguel Michereff Filho e Iriani Rodrigues Maldonade
Doenças da cultura do alho
Doenças do solo
Causada pelo fungo Sclerotiumcepivorum. Berkeley apresenta como sintomas iniciais de desenvolvimento uma necrose ou queima descendente, com amarelecimento e morte das folhas mais velhas. Em função disso, as plantas apresentam reduzida atividade fotossintética e, consequentemente pouco desenvolvimento.
O fungo, que ataca diretamente as raízes, causando apodrecimento, pode sobreviver no solo, por um período de até 10 anos, na forma de escleródios. Estas estruturas,
identificadas como pequenos pontos pretos (Figura 15 A) germinam e desenvolvem em condições de baixa umidade e temperatura na faixa de 10º a 20ºC; temperaturas superiores reduzem seu desenvolvimento. A principal característica visual da incidência nos bulbos é o recobrimento por um micélio branco, onde os escleródios são formados (Figura 15 B). Outra característica da doença é o ataque em reboleiras (Figura 15 C).


Doenças foliares


Ocasionada pelo fungo Pucciniaallii (D.C.), a ferrugem é considerada uma das mais importantes doenças foliares do alho, e pode ocorrer em qualquer fase de desenvolvimento da cultura. Os sintomas iniciais nas folhas são pontuações esbranquiçadas no limbo foliar, que evoluem para pústulas pequenas, circulares e de coloração alaranjada e, quando do rompimento da cutícula, expõe uma massa pulverulenta, de coloração amarela (Figura 19). À medida que a doença evolui, essa massa passa a apresentar coloração castanho escura ou preta.


- evitar o plantio em áreas com baixa capacidade de drenagem de água;
- evitar o encharcamento do solo após a diferenciação do bulbo;
- manter uma adubação balanceada, restringindo adubações nitrogenadas realizando-as somente quando necessário;
- eliminar as plantas doentes;
- prevenir danos mecânicos que possam servir de entrada para a doença;
- realizar rotação de culturas;
- queimar os restos culturais após a colheita e beneficiamento.
Caracteriza-se pela rápida perda de peso dos bulbos, os quais ficam chochos em função do processo de deterioração dos bulbilhos. A parte externa pode ou não manifestar sintomas, no entanto, quando debulhados, percebe-se um mofo de cor azul (Figura 21). Os bulbilhos infectados (sem sintomas aparentes) e usados para o plantio desenvolvem lesões que amolecem e ficam recobertas pelo mofo azul e rapidamente morrem. As plantas que superam a doença tem seu desenvolvimento comprometido, formando bulbos de menor tamanho.
